PUBLICIDADE
Topo

Futebol

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mauro: "Corinthians foi meio banana, mole, frouxo e assistiu ao Flamengo"

Do UOL, em São Paulo

02/08/2021 04h00

Classificação e Jogos

O Corinthians voltou a decepcionar em uma partida na Neo Química Arena. Neste domingo (1º), a equipe não só perdeu por 3 a 1 para o Flamengo como foi praticamente dominada pelo adversário durante toda o duelo. O time alvinegro teve muitas dificuldades para criar jogadas ofensivas e deu liberdade para os flamenguistas dominarem as ações.

No Fim de Papo, live pós-rodada do UOL Esporte - com os jornalistas Isabela Labate, Renato Maurício Prado, Mauro Cezar Pereira e Rodolfo Rodrigues - a fragilidade corintiana diante do Flamengo chamou a atenção dos comentaristas, que criticaram a postura do time em campo e também as escolhas do técnico Sylvinho.

"Sempre fico com o pé atrás em um jogo desses. Quando dois times se grandes se enfrentam, o mais fraco no momento vai competir e se superar. Vai se organizar e admitir sua inferioridade, marcar forte, tentar brecar o adversário, negar espaços. O Corinthians fez tudo ao contrário e não conseguiu competir. Foi um time meio banana e assistiu ao Flamengo. Não marcava, não diminuía espaço, não ficava com a bola. Foi bem frustrante. A gente sabe que o Corinthians não tem condições de enfrentar o Flamengo hoje. Foi um cenário favorável para o Fla. O Corinthians tinha que ter competido mais, de fato. Foi um time muito mole, frouxo, desarmou pouco.", analisou Mauro.

Para Rodrigues, as falhas do Timão na partida começaram antes mesmo de a bola rolar. "O Corinthians insistiu em um esquema de jogo completamente furado. O Sylvinho escalou mal o time. Poderia ter entrado com três volantes, dois de marcação mais forte. Ele tentou sair com o Cantillo, que tem uma boa saída de bola, mas foi mal na marcação. O Jô foi uma figura sem função no campo, principalmente no primeiro tempo. O Corinthians mal conseguia passar do meio do campo e Jô nem encostou na bola. Poderia ter entrado com um jogador no meio para reforçar essa marcação", observou.

Renato destacou que o atual time do Corinthians pouco poderia fazer para parar o Flamengo. "Poderia ter feito algo diferente? Se tivesse jogadores como Renato Augusto e Giuliano, até poderia. Com esse time, porém, vai jogar dez vezes e levar dez bailes. Parecia treino de dois toques. Não dava nem tempo de tentar roubar a bola. Não tinha como o Corinthians jogar", disse.

A vitória rubro-negra deste domingo fez Rodrigues lembrar de outro jogo também traumático para os corintianos. "Poderia ter buscado outro estilo de jogo e não ter tentado sair jogando contra o Flamengo, que pressionou no campo de ataque. Não deixava o Corinthians sair com a bola e a roubava fácil, criando chances de gol. O Corinthians poderia ter jogado mais fechado. Em 2020, quando perdeu de 5 a 1 com o Vagner Mancini, foi mais ou menos a mesma coisa. O Mancini tentou colocar o time para a frente e tomou um passeio. Agora aconteceu a mesma coisa", comentou.

O trabalho de Sylvinho à frente do Corinthians não tem agradado Renato. "Nunca levei muita fé na contratação do Sylvinho. No Lyon, conseguiu ser demitido pelo Juninho Pernambucano, que é um cara absolutamente contra a troca de técnico. O que ele fez lá deixou até o Juninho abismado. Não sei de onde o Corinthians tirou que o Sylvinho seria uma boa solução. Achei uma escolha totalmente equivocada", opinou.

O retrospecto ruim do Timão em casa sob o comando de Sylvinho fez Rodrigues demonstrar preocupação com os rumos a equipe. "O resultado não refletiu bem o que foi a partida. O justo teria sido novamente um 5 a 1. Isso mostra a fragilidade do time com o Sylvinho. Já são oito jogos em Itaquera e o Corinthians conseguiu apenas uma vitória, contra o Sport. É um cenário preocupante para o Corinthians, que não consegue impor ritmo contra times grandes", finalizou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Futebol