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Lateral do Cuiabá realizou sonho no Inter, mas deixou clube sob críticas

Lateral esquerdo Uendel acompanhado pelo pai, Osni, em jogo do Internacional - Ricardo Duarte/Inter
Lateral esquerdo Uendel acompanhado pelo pai, Osni, em jogo do Internacional Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

31/07/2021 04h00

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Desde que realizou o sonho de sua família vestindo as cores do Inter, será a primeira vez que Uendel, de 32 anos, irá enfrentar o Colorado. Titular do Cuiabá, o ex-corintiano deixou o clube sob críticas no início deste ano.

Uendel está na provável escalação do técnico Jorginho para o jogo das 20h (de Brasília). Pisará no gramado do Beira-Rio como rival, algo que não fazia desde antes da passagem pelo clube, que durou de 2017 a 2020. Foram 131 jogos vestindo as cores do Colorado, com um gol marcado.

Egresso do Corinthians, ele chegou como reforço de peso para recolocar o time de Porto Alegre na primeira divisão. Viveu como titular o único ano da história em que a Série B esteve no calendário do Inter.

Depois da volta à elite, ele logo se lesionou. E a ausência no time durante praticamente toda temporada 2018 abriu espaço para Iago, que virou titular até ser negociado. Então, Uendel retomou posto, que passou a alternar com Moisés na temporada passada.

Foi o último ano, aliás, que deixou uma marca negativa na trajetória dele por Porto Alegre. As falhas contra o Sport, pelo Brasileirão em um jogo decisivo na briga pelo título, e o Boca Juniors, pelas oitavas de final da Libertadores, geraram muitas críticas da torcida.

Hoje no Mato Grosso, Uendel reencontrou a tranquilidade para atuar. Já são 20 jogos na equipe, ainda sem gols marcados.

Uma vida ligada ao Inter

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, em 2018, Uendel contou que a primeira camisa de futebol que teve foi a do Inter. Natural de Santa Catarina, ele e o pai, Osni, costumavam acompanhar os jogos do Colorado.

"Meu pai vinha ao estádio na década de 70, acompanhou o tricampeonato invicto do Inter (1979). Talvez tenha sido a maior alegria da vida dele eu vir jogar no Inter. Ele não tem um jogo especial, mas contava que vinha na época da "coreia", onde era mais barato. Lá em casa é cheio de quadros do Inter, minhas primeiras camisas foram do Inter ", contou.

Não foram poucas vezes que o jogador esteve acompanhado do pai em Porto Alegre nos jogos. Tanto que ao rescindir contrato citou a ligação além do campo com o clube em "carta aberta".

"Na minha infância, uma lembrança que me marcou eram as tardes de domingo, eu com meu pai no sofá. TV ligada em alguma partida e o jogo do Inter no rádio", relatou.

Certamente, neste sábado, o pai conviverá com um sentimento que não tinha há bastante tempo. O clube de seu coração de um lado do campo, o filho do outro, no estádio que tanto frequentou como torcedor.

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