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Mauro diz que Renato retomou estilo do Fla e tenta adicionar seu perfil

Do UOL, em São Paulo

21/07/2021 04h00

Apesar de apenas dois jogos à frente do Flamengo, o técnico Renato Gaúcho vai aos poucos impondo os seus conceitos e respeitando os que estavam sendo trabalhados pelo seu antecessor Rogério Ceni. Depois de pouco produzir diante do Defensa y Justicia, pelo jogo de ida da Libertadores da América, o Rubro-Negro se soltou em campo na goleada sobre o Bahia, pela última rodada do Brasileirão.

No Fim de Papo Libertadores, live do UOL Esporte para analisar os confrontos de volta das oitavas de final do principal torneio de clubes da América do Sul — com os jornalistas Mauro Cezar Pereira, Julio Gomes e Rafael Oliveira —, Mauro afirmou que o novo comandante já resgatou a maneira como o time carioca atuava em tempos áureos.

"Ele retomou o modo normal do time com alguns ajustes. Vai entrar muito mais a questão do perfil do Renato, da conversa do Renato, da maneira como ele lida com a imprensa, os torcedores e o time, que é totalmente diferente do Rogério, que é um cara mais na dele", comentou. "O time já criava, já jogava desta forma pressionando, com o Michael jogando por um lado e o Isla avançando pelo outro. Mudanças na saída de bola e algumas mudanças sutis", acrescentou.

De acordo com o jornalista, Portalippi encontrou o mesmo cenário quando assumiu o Grêmio, em setembro de 2016. Ao longo de mais de quatro anos que durou a terceira passagem como treinador do Tricolor gaúcho. Neste período, conquistou os títulos da Copa do Brasil (2016), da Libertadores (2017), da Recopa Sul-Americana (2018) e da Recopa Gaúcha (2019), além de três Gauchões (2018, 2019 e 2020).

"A história é muito parecida com a chegada dele ao Grêmio, do Roger [Machado]. Era um time que vivia numa crise, também com o seu técnico, com dirigentes que não queriam o Roger naquele momento. Mas o time do Grêmio já era o time da posse de bola, diferente do time do Felipão, que o antecedeu [Roger]. Ele fez alguns ajustes, colocou aquele seu carisma de maior ídolo do clube e teve enorme sucesso. No Flamengo é meio parecido, porque ele não encontrou terra arrasada. Uma das maiores leviandades que acontece tempo todo nas redes sociais é dizer que ele encontrou tudo bagunçado. Mas ele encontrou um time campeão brasileiro, carioca, da Taça Guanabara e da Supercopa do Brasil. Esse time está bagunçado a onde?", finalizou.

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