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Caetano pede forte punição ao Boca e não descarta mandar jogos em Brasília

Rodrigo Caetano comentou os atos de vandalismo de jogadores e funcionários do Boca Juniors no Mineirão - Pedro Souza/Atlético-MG
Rodrigo Caetano comentou os atos de vandalismo de jogadores e funcionários do Boca Juniors no Mineirão Imagem: Pedro Souza/Atlético-MG

Henrique André

Do UOL, em Belo Horizonte

21/07/2021 17h37

Na tarde desta quarta-feira (21), dia após a classificação do Atlético-MG para as quartas de final da Libertadores, o diretor executivo Rodrigo Caetano convocou entrevista coletiva para abordar a violência praticada por jogadores e membros da comissão técnica do Boca Juniors-ARG após o apito final. Inicialmente marcada para 15h15 (de Brasília), a entrevista iniciou quase duas horas depois.

"Todos os episódios que foram veiculados, deixaram claro que a culpa foi 100% do Boca Juniors e isso não precisa de discussão. O Galo prestou toda a ajuda necessária para que eles tivessem o mínimo de amparo possível aqui. O Mineirão é um palco muito seguro e totalmente apto a receber qualquer jogo. Nós não admitimos que seja colocado em xeque", destacou Caetano em sua fala inicial.

"Nós respeitamos as regras do jogo e esperamos que tenha sido apenas um episódio isolado. Estamos aqui representando a instituição e exigimos uma punição exemplar ao Boca Juniors pela depredação de patrimônio, pelas ameaças e por tudo o que presenciamos na noite de ontem. Era um sentimento de pavor, de insegurança pela forma que eles vieram em nossa direção, já dentro do vestiário. Foi algo inacreditável. Os atos de vandalismo foram impressionantes.", acrescentou.

Em relação ao uso do VAR nas duas partidas, o diretor executivo destacou a importância para minimizar os erros. Ele ainda lamentou o fato do presidente do Boca não ter pedido desculpas ao clube na nota oficial publicada no início da tarde desta quarta.

"Não reconhecer a classificação de um rival é um ato falho. Do lado de cá também tem um clube que é campeão da Libertadores e que tem uma infraestrutura gigante. Durante décadas, o VAR não corrigiu erros; neste período, muitos clubes brasileiros se sentiram injustiçados. Ainda bem que o VAR veio. Conforme todos os analistas de arbitragem, tanto o lance em Buenos Aires quanto o de ontem, no Mineirão, a ferramenta agiu com precisão. Um pedido de desculpas era o mínimo que deveriam ter colocado na nota oficial do Boca", opinou e foi além:

"Esperamos que tenham sido fatos isolados, por mais que saibamos que ao longo da história eles têm se repetido. Esperamos que a Conmebol puna o Boca Juniors de forma exemplar. Independente do próximo adversário, que tenhamos o jogo transcorrendo apenas dentro de campo, sem que a integridade de todos nós esteja em risco. Contratamos inúmeros atletas e técnicos argentinos, porque admiramos o futebol deles. Por isso, esperamos que tudo o que aconteceu ontem tenha ficado no passado. Estaremos fiscalizando a Conmebol para que as atenções estejam voltadas apenas para o campo de jogo".

Possibilidade de jogar em Brasília

Durante a coletiva, o diretor do Atlético-MG comentou a possibilidade de, assim como o Flamengo, mandar o próximo duelo da Libertadores em Brasília.

"O ideal para o Atlético-MG é jogar aqui no Mineirão com público e com nosso torcedor de Belo Horizonte. Sabemos que para o Campeonato Brasileiro isso é muito pouco provável, porque só acontecerá quando todos as cidades estiveram disponíveis. Mas na Libertadores gostaríamos sim, mas fica a cargo do presidente. Mas é muito bacana para o espetáculo que o público retorne dentro da segurança e das medidas sanitárias", finalizou o dirigente.

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