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Cuca diz que 'espírito da Libertadores' foi fundamental para classificação

Técnico Cuca passa orientações aos jogadores do Atlético-MG no jogo com o América-MG, na Arena Independência, pelo Brasileirão 2021 - Pedro Souza / Atlético-MG
Técnico Cuca passa orientações aos jogadores do Atlético-MG no jogo com o América-MG, na Arena Independência, pelo Brasileirão 2021 Imagem: Pedro Souza / Atlético-MG

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/07/2021 22h35

Com muito sofrimento, disputa de pênaltis e confusão no vestiário após a partida, o Atlético-MG avançou às quartas de final da Libertadores. O empate sem gols contra o Boca Juniors se repetiu no duelo de hoje (20), no Mineirão, e a equipe mineira avançou após vencer nos pênaltis por 3 a 1.

Para o técnico Cuca, esse é o espírito que a competição exige. O comandante disse que as oitavas de final é a fase mais difícil do torneio, pois, segundo ele, ainda não se sabe o comportamento dos adversários em jogos decisivos e que espera uma melhora na próxima etapa do torneio.

"Essa fase, que é a primeira de mata-mata, ela se torna mais difícil, pois não se tem conhecimento de como o formato é. É o quarto jogo meu contra o Boca, desde novembro, e sem tomar nenhum gol. Hoje, foi um jogo típico de Libertadores, sem dar espetáculo, sem ter predomínio. Diante de uma equipe competitiva, uma das mais tradicionais do continente. Um time que não está desgastado e deu a vida. Eu venho de um jogo sábado contra o Corinthians, cheguei na madrugada aqui. O resultado foi justo e fomos mais felizes nos pênaltis para passar de fase. A próxima fase é daqui um mês e, com certeza, vamos evoluir. Tivemos muitas chances de gol, tanto lá como aqui. Temos que entender que essa competição é assim. Vamos ver se a gente consegue na próxima fase marcar fora de casa, pois é muito importante também", ponderou.

"Não é que o time pecou em finalizações, mas se você faz um gol no começo o jogo muda. Tivemos uma grande com três minutos e, depois, o adversário entendeu nossa forma de jogar. Libertadores é um jogo mais pegado, com menos faltas. E o risco de tomar um gol é grande. Não fizemos um jogo ruim, mas conseguimos ficar sem sofrer gols e passamos adiante nos pênaltis", complementou.

Se a atuação não foi das mais brilhantes, o treinador acredita que a classificação sofrida ajuda a fortalecer o plantel, ainda mais com o tumulto causado pelos jogadores do time argentino. Após a eliminação, boa parte do elenco do Boca tentou invadir o vestiário atleticano, e a polícia precisou ser acionada para conter os ânimos.

"Esse é um time novo, temos sete estrangeiros no elenco com pouco mais de um ano de casa. Você vai mostrando a eles o que é o clube, a cidade. Estamos formando esse grupo e esperamos uma evolução, técnica e táticas, mas também como grupo, como família. Toda aquela confusão na porta do nosso vestiário só tempera ainda mais nossa vitória, pois não é fácil ganhar do Boca. É a equipe que se cuida em todos os sentidos da Libertadores, não só dentro do campo."

Para completar, Cuca já pensa nas quartas de final, que será novamente diante de um argentino — River Plater ou Argentinos Juniors. Segundo ele, o fato de decidir em casa pode ser determinante.

"Experiência que temos é de entender que cada jogo é uma decisão e não volta mais. Começaram a acontecer decisões agora. Estamos quatro jogos distante da grande final, as coisas vão afunilando. Temos uma pequena vantagem, que é trazer a volta para casa. Às vezes, ela faz a diferença", finalizou.

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