PUBLICIDADE
Topo

Atlético-MG

Eliminação do Boca faz argentinos promoverem quebra-quebra no Mineirão

Até um bebedouro foi arremessado durante a confusão no Mineirão - Reprodução
Até um bebedouro foi arremessado durante a confusão no Mineirão Imagem: Reprodução

Henrique André

Do UOL, em Belo Horizonte

20/07/2021 22h45Atualizada em 21/07/2021 10h46

Classificação e Jogos

Eliminados da Libertadores pelo Atlético-MG, jogadores e comissão técnica do Boca Juniors-ARG não deixaram o gramado do Mineirão em clima de paz. E não foi a derrota nos pênaltis que tirou os argentinos do sério.

A anulação do gol, aos 17 minutos do segundo tempo, levou os Xeneizes à loucura com o árbitro uruguaio Esteban Daniel Ostojich Vegah. No lance, ele observou impedimento de um dos jogadores do Boca e invalidou o tento.

Já na zona mista, os argentinos foram em direção ao vestiário da equipe mineira, que fica próximo ao da arbitragem, sem nenhum clima amistoso. Contidos pelos seguranças do Mineirão, começaram uma verdadeira bagunça, segundo relatos ao UOL Esporte. Acionada, a Polícia Militar precisou usar gás para afastá-los. Em um dos vídeos que circulam na internet, é possível ver os atleticanos tentando se recolher no vestiário e o presidente do clube, Sérgio Batista Coelho, arremessando garrafas de plástico em direção aos hermanos.

Ainda segundo uma fonte, os Xeneizes empurraram grades em direção aos policiais, arremessaram até um bebedouro e, já nos vestiários, fizeram muito barulho. Ainda não se sabe se algo foi danificado por lá.

Jogadores levados à delegacia

Utilizando imagens do circuito interno, a Polícia Militar identificou inicialmente dois jogadores, Villa e Zambrano, e o treinador de goleiros Fernando Gayoso como os principais personagens do quebra-quebra. Mas outros cinco argentinos acabaram detidos e também seguem na delegacia: o goleiro Javier Garcia, os zagueiros Carlos Izquierdos e Marcos Rojo, o preparador de goleiros Fernando Gayoso, o auxiliar Leandro Somoza e o dirigente Raul Cascin.

De acordo com a Polícia Militar, eles podem responder pelos crimes de lesão corporal, agressão e depredação de patrimônio público. A delegação do Boca Juniors optou por ficar no Brasil enquanto seus integrantes continuam detidos.

Atlético acusa agressões

Por meio das redes sociais, o Atlético-MG se manifestou sobre o quebra-quebra protagonizado por jogadores e comissão técnica do Boca. De acordo com o clube, por meio da assessoria, o diretor executivo Rodrigo Caetano quase foi acertado com uma barra de ferro.

Confira a nota publicada pelo time mineiro:

"Após o jogo, os atletas do Boca desceram o túnel e foram para o vestiário dos visitantes. Poucos minutos depois, jogadores e comissão técnica da equipe argentina saíram do local e, em bloco, partiram em direção ao vestiário dos árbitros. Seguranças do Galo e Mineirão tentaram, sem sucesso, contê-los.

Os argentinos decidiram, então, invadir o vestiário do Galo, onde estavam jogadores, comissão e diretoria. Até o presidente Sérgio Coelho tentou impedir a invasão para proteger os profissionais do Atlético. No caminho, atacaram todos que encontraram pela frente, além de quebrar bebedouros e grades de proteção. A PM chegou depois de algum tempo e afastou os agressores com gás de pimenta.

O saldo foi de pessoas feridas, felizmente sem maior gravidade. Houve, inclusive, uma tentativa de agressão ao diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano, com uma barra de ferro.

A PM deu voz de prisão a alguns jogadores e membros da comissão técnica do Boca. Depois de longa negociação, intermediada pelo presidente Sérgio Coelho, a delegação argentina foi à delegacia para registro de boletim de ocorrência por depredação de patrimônio e agressão. Ninguém será detido".

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que a reportagem informou inicialmente, os membros da delegação do Boca Juniors identificados pelos policiais durante a confusão no Mineirão seguem detidos em Belo Horizonte, à espera de liberação. A delegação ainda não retornou à Argentina.

Atlético-MG