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Santos: Diniz defende Pará e diz que não pode atender pedidos de torcida

Diniz ainda vê Pará como titular do Santos - Ivan Storti/Santos FC
Diniz ainda vê Pará como titular do Santos Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Do UOL, em São Paulo

19/07/2021 04h00

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Uma situação de jogo ficou bem clara no empate por 2 a 2 que o Santos buscou contra o Red Bull Bragantino, ontem (18), no estádio Nabi Abi Chedid, pelo Campeonato Brasileiro. As alterações feitas no intervalo pelo técnico Fernando Diniz foram decisivas para que o Santos jogasse melhor e buscasse a igualdade em duas oportunidades -a última delas aos 50 minutos do segundo tempo.

Madson e Lucas Braga foram os reservas que saltaram do banco para mudar o jeito de o Santos atuar. O lateral entrou em lugar do contestado Pará, enquanto o atacante substituiu o jovem Gabriel Pirani. Com isso, Marcos Guilherme foi deslocado para o centro do campo e passou a atuar mais próximo do centroavante Kaio Jorge.

Ao entrar em campo, Madson conseguiu dar mais amplitude ao time pelo lado direito e virou uma peça ofensiva importante para o Santos. E para completar foi dele o toque de cabeça em direção à trave que deu o rebote para o gol de Marcos Leonardo, sacramentando o empate por 2 a 2 em Bragança Paulista (SP). A boa atuação faz Madson se impor no elenco, mas a titularidade de Pará ainda é defendida por Diniz.

"O Pará fez um jogo muito bom contra o Independiente. Falhou naquele lance que teve impedimento, mas fez um jogo muito seguro, sem errar praticamente nada. Não posso agir com emoção. Faz 15 anos que o Pará joga quase sempre como titular em times grandes", enalteceu Diniz sobre seu pupilo de 35 anos de idade.

"O torcedor está aí para torcer e criticar. E eu estou aqui para escalar e fazer o que é melhor para o Santos. Estou botando o Pará porque, na minha opinião de treinador, é o melhor para o Santos. Tenho de seguir minha intuição. Se depois eu colocar o Madson, e a torcida achar que ele não foi bem e tem que trocar, aí eu tenho o Pará."

Diniz deu dois exemplos do elenco santista que servem para que o torcedor não aja com emoção na hora de criticar seus jogadores. "Provavelmente o torcedor deve ter ido contra o Camacho, e hoje ele deve estar gostando. Assim como a torcida do Inter praticamente ajudou a colocar o Marcos Guilherme para fora. E aqui ele está rendendo", lembrou. "A gente não pode montar um time só olhando para o torcedor, embora o torcedor seja muito importante."

Na outra lateral, a situação foi inversa. A torcida pediu a saída de Felipe Jonatan há alguns jogos, e ela se concretizou. Diante do Bragantino, porém, Moraes, que é o novo titular, sentiu uma lesão muscular e precisou ser substituído. Felipe Jonatan entrou e fez os dois cruzamentos que resultaram nos gols santistas.

"O Felipe Jonatan é um jogador extremamente talentoso. Não é por acaso que havia times que queriam contratá-lo há um mês. E pedi que ele permanecesse. Fiquei muito feliz com a atuação dele, é muito técnico. Já foi convocado para a seleção olímpica. E hoje (ontem) foi decisivo individualmente para empatar a partida."

Além dos laterais, outros dois jogadores vêm sendo contestados pelos torcedores. Um deles é Pirani, que deixou o campo ontem para a entrada de Lucas Braga. A mudança deixou o time mais agressivo no ataque. O outro é Jean Mota, que cumpriu suspensão automática contra o Bragantino. Ele não vem tendo atuações ruins, mas o substituto dele é o uruguaio Carlos Sánchez, um dos xodós das arquibancadas.

Antes de voltar a pensar no Brasileirão, o Santos tem um importante compromisso pela Copa Sul-Americana. Na quinta-feira (22), o Peixe enfrenta o Independiente, na Argentina, pela partida de volta das oitavas de final. Como venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, depende de um empate para ficar entre os oito melhores do torneio. Depois disso, a equipe volta ao Brasil para enfrentar o Atlético-GO, na Vila Belmiro, no domingo (25), pelo Brasileirão.

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