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Diniz vê Santos mais interessado após trocas celebra gol ao seu estilo.

Fernando Diniz acha que gol do Santos já é fruto de sequência de treinos - Fernanda Luz/AGIF
Fernando Diniz acha que gol do Santos já é fruto de sequência de treinos Imagem: Fernanda Luz/AGIF

Do UOL, em São Paulo

19/07/2021 00h06

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O Santos viveu momentos opostos dentro de uma mesma partida no empate por 2 a 2 com o Red Bull Bragantino, hoje (18), pelo Campeonato Brasileiro. Depois de ser acuado no primeiro tempo e permitir amplo domínio do time do interior, o Peixe se recuperou na etapa final e buscou a igualdade aos 50 minutos.

O técnico Fernando Diniz fez duas modificações importantes no intervalo, com as entradas de Lucas Braga e Madson nos lugares de Pirani e Pará, respectivamente. Mas para ele, as alterações não foram as únicas variáveis decisivas para que o Santos buscasse o empate.

"No segundo tempo o time ganhou mais mobilidade e intensidade, mas isso não é fruto apenas das mudanças. Acho que os jogadores também tiveram mais interesse em ser mais agressivos e querer vencer o jogo", comentou Diniz após a partida. "O jogo foi agradável para quem gosta de futebol. A gente entrou desacelerado. E depois tivemos uma postura mais dinâmica e com mais interesse de vencer."

Diniz deixou claro sua insatisfação com o desempenho de seus jogadores. Na etapa inicial, poderia ter saído até com uma derrota parcial maior. E toda a fraca atuação precisou ser revertida nos 45 minutos finais.

"A gente produziu pouco no primeiro tempo, mas o Bragantino não deixou de marcar no segundo tempo. Mas conseguimos empatar pela mobilidade dos jogadores e de fazer aquilo que está treinado para ser feito. No primeiro tempo, deixamos de fazer muita coisa que a gente tinha treinado. Eu boto na conta mais por conta do interesse coletivo de todo mundo participar mais de uma maneira mais intensa."

Em meio ao bom resultado obtido diante de um time que começou a rodada na vice-liderança, Diniz também comemorou o fato de o primeiro gol ter origem em uma jogada bem ao seu estilo. Em uma longa troca de passes desde o goleiro João Paulo, a jogada termina com um cabeceio de Marcos Guilherme e o rebote dele mesmo.

"Acho que isso é fruto de trabalho. Não é o primeiro gol que a gente faz que saiu do goleiro. A postura de saída com o goleiro sempre foi a mesma, desde o Audax. Nunca foi uma coisa para o jogador correr risco exagerado. Aqui os jogadores estão sabendo tomar boas decisões. Tem hora que dá para jogar, tem hora que nao dá. E a gente cria situações para fazer gols como esse", celebrou o treinador, lembrando das críticas que recebeu com a famosa "saidinha".

"Quando o João Paulo saiu jogando, alguém poderia ter errado o passe. E se o passe dá errado e toma o gol, a gente fica rotulando e desencorajando as outras pessoas que fazem isso. E lá na Europa a gente fica batendo palma para o City, que também erra saída. No ano passado, todo mundo lembra do Varane (do Real Madrid), que foi sair jogando e tomou um gol. Aqui, quando erra, a gente desencoraja as pessoas a praticarem um jogo que, para mim, além de eficiente, é plástico."

E continuou, defendendo sua tese do jogo de posse de bola e trocas de passe em busca do gol. "Você precisa ter sincronia de movimentos. Se as pessoas soubessem o quanto a gente repete e do quanto a gente treina! Aqui no Santos a gente conseguiu fazer gol assim. E espero que a gente tenha cada vez mais senso de saber a hora de sair jogando e a hora de fazer bola longa", complementou.

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