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Palmeiras nunca iniciou oitavas da Libertadores tão bem no Brasileiro

O técnico Abel Ferreira e o goleiro Weverton, do Palmeiras, em treino na Academia de Futebol - Cesar Greco
O técnico Abel Ferreira e o goleiro Weverton, do Palmeiras, em treino na Academia de Futebol Imagem: Cesar Greco

Diego Iwata Lima

De São Paulo

13/07/2021 04h00

Desde que as competições passaram a coincidir no calendário, há 18 anos, o Palmeiras não entrava em uma fase de mata-mata na Libertadores vivendo um momento tão positivo no Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira (14), o Alviverde encara o jogo de ida das oitavas de final do Continental em Santiago, contra a Universidad Católica (CHI).

Líder do campeonato, com uma sequência de cinco vitórias, o time de Abel Ferreira começa a decidir seu futuro na competição que é sempre seu objetivo principal com um rendimento no Nacional que o treinador ainda não havia experimentado desde sua chegada, em novembro do ano passado. O Palmeiras tem hoje 75,8% de aproveitamento no torneio.

Essa fase de bonança, é bom lembrar, veio precedida por uma tempestade, com direito a troca de farpas públicas entre Abel e a diretoria. Mas os resultados se impuseram. E contra números que só crescem na tabela, quase todo argumento negativo se torna fraco. Basta ver que o embate entre diretoria e Felipe Melo sobre a questão contratual não abalou o desempenho do time.

Liderança em 2019, mas em viés de queda

Em 2019, sob comando de Felipão, o Palmeiras também iniciou o mata-mata do Continental como líder do Brasileiro. Mas em vez de ascensão, o time vivia um princípio de decadência. Tanto que a rodada concomitante ao início do mata-mata da Libertadores foi a última em que o Alviverde foi líder.

Na Copa do Brasil, havia sido eliminado pelo Internacional. E no jogo imediatamente antes de enfrentar o Godoy Cruz (ARG) em Mendoza, em 23 de julho, foi derrotado pelo Ceará na Arena Castelão, perdendo uma invencibilidade de 33 jogos no Campeonato Brasileiro, que perdurava desde 25 de julho de 2018.

Menos de um mês e meio depois, após derrota por 3 a 0 para o Flamengo no Maracanã, em 1º de setembro, e já eliminado pelo Grêmio nas quartas da Libertadores, Felipão perdeu o emprego. Iniciou-se ali um processo que desembocou, no fim do ano, na demissão de seu substituto Mano Menezes e na do diretor de futebol Alexandre Mattos.

Em 2018, o futuro campeão brasileiro era sexto quando oitavas começaram

Quando se preparava para enfrentar o Cerro Porteño (PAR) nas oitavas da Libertadores, o Palmeiras, que viria a ser campeão brasileiro com Scolari, em 2018, era o sexto colocado na tabela.

Naquele ano, Felipão dividiu o elenco em dois times, e o Brasileiro ficou com os considerados reservas, que foram ganhando posições e chegaram ao topo da tabela.

Após o Palmeiras ser eliminado na semifinal do Continental pelo Boca Juniors (ARG), o treinador mesclou os dois times para montar uma seleção e rumou para a conquista, selada com um gol de Deyverson contra o Vasco, em São Januário.

Duas eliminações, uma queda na fase de grupos e uma liderança, mas da Série B

Em 2017, o Palmeiras era quarto no Brasileiro quando começou a duelar com o Barcelona (EQU), por quem seria eliminado nas oitavas, nos pênaltis. E em 2016, o time que conquistaria o eneacampeonato brasileiro sequer passou da fase de grupos da Libertadores com Marcelo Oliveira e, depois, Cuca.

Por fim, em 2013, sob comando de Gilson Kleina, que fez uma campanha digna na Libertadores, o Palmeiras até era líder, mas da Série B, quando enfrentou o Tijuana (MEX) nas oitavas.

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