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Árbitra em Portugal socorre dois jogadores desmaiados em um fim de semana

Eunice Mortágua, árbitra que ajudou no resgate de dois jogadores - Reprodução/Facebook
Eunice Mortágua, árbitra que ajudou no resgate de dois jogadores Imagem: Reprodução/Facebook

Colaboração para o UOL

23/06/2021 12h16

Após o caso do dinamarquês Christian Eriksen, que sofreu uma parada cardíaca durante o jogo entre Dinamarca e Finlândia, foi a vez de Portugal registrar dois casos semelhantes e que foram socorridos pela mesma mulher.

O jogo entre o AC Famalicão e o Juveforce, válido pelo campeonato distrital sub-20 de Aveiro, era arbitrado por Eunice Mortágua, de 47 anos, que não vai esquecer esta partida tão cedo e nem os clubes vão se esquecer de Eunice.

O primeiro caso durante a partida foi com Gonçalo Marques, de 17 anos. O jogador sofreu uma falta e precisou ser atendido após sentir o tornozelo, mas durante o atendimento, o jovem começou a sentir um ataque de ansiedade e chegou a desmaiar em campo.

Eunice revelou ao jornal "Record", de Portugal, que o jogador foi socorrido e teve três paradas cardíacas até a chegada a ambulância, mas que todas conseguiram ser revertidas.

O jogador foi encaminhado a um hospital da região e teve alta na madrugada de domingo.

O outro caso ocorreu no dia seguinte, desta vez no duelo entre Valonguense e Taboeira B, válido pelo campeonato de juniores. Um jovem jogador não identificado do time da casa desmaiou e convulsionou em campo.

O jogador teve um choque na zona abdominal e caiu desmaiado e convulsionando, sem conseguir respirar. Novamente, Eunice foi ao socorro do atleta caído e usou todas as técnicas recomendadas para este tipo de caso enquanto aguardava a chegada dos bombeiros para auxiliar o jovem.

Horas depois do jogo, Eunice recebeu a notícia de que o jogador já estava bem e receberia alta médica no mesmo dia.

A árbitra relatou que havia alguns pais assistindo ao jogo, mas que não havia mais ninguém capaz de socorrer o jogador e que as equipes distritais de Portugal não possuem desfibrilador para auxílio neste tipo de situação.

"Todos deviam ter uma formação básica nesse aspeto e não falo só dos clubes", disse. Eunice ainda lembrou que os árbitros são humanos e não podem ser indiferentes a este tipo de situação.

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