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Por que ex-executivo de TV virou secretário-geral da CBF

Edu Zebini foi contratado por Rogério Caboclo para ser diretor da CBF - Thais Magalhães/CBF
Edu Zebini foi contratado por Rogério Caboclo para ser diretor da CBF Imagem: Thais Magalhães/CBF

Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/06/2021 04h00

A corda que sustentava Walter Feldman estourou, e ele foi demitido da função de secretário-geral da CBF. Diante da decisão capitaneada pelo presidente em exercício, o Coronel Nunes, com suporte dos vices da entidade, quem ganhou mais espaço no tabuleiro foi Edu Zebini. O ex-executivo de TV, atualmente diretor de mídia da CBF, passa a partir de hoje (18) a acumular a secretaria-geral.

A atribuição ainda é provisória. Até porque ninguém na CBF consegue decretar uma decisão a longo prazo, enquanto Rogério Caboclo, presidente afastado, não receber a sentença definitiva da comissão de ética do futebol. O afastamento foi temporário para que ele possa se defender das denúncias de assédio moral e sexual contra uma funcionária.

A secretaria-geral tem como atribuição fazer a conexão com clubes e federações, entidades com as quais Feldman se desgastou nos últimos tempos. Na cúpula da CBF, a visão é que Edu Zebini tem capacidade de cobrir essa demanda pela experiência e trânsito no meio do futebol acumulada nos anos no mercado de mídia esportiva. De 1996 a 2009, ele foi diretor de esportes da Record. Entre 2011 e 2020, foi o principal executivo da Fox Sports Brasil.

Na estrutura atual da CBF, os vice-presidentes entenderam que Zebini conseguiria acumular a secretaria geral da entidade porque, na comparação com outros diretores, não ficaria tão sobrecarregado. O diretor de mídia chegou à CBF em abril de 2020, contratado por Caboclo para gerir a gestão de direitos esportivos e na otimizar a distribuição dos conteúdos gerados a partir de produtos desenvolvidos pela entidade.

Escolher outra figura externa para ser secretário-geral não foi uma opção considerada pelos vices porque há a expectativa de que o destino de Caboclo seja definido em menos de um mês. A cartolagem considera improvável que ele volte. Logo, o horizonte traz uma eleição presidencial da qual só podem participar os oito vices da CBF. E, na posição atual, caberá a esse futuro eleito definir como preencher a secretaria geral para o restante do mandato, que vai até 2023.

A saída de Walter Feldman é a segunda mudança recente no topo da estrutura da CBF. O movimento chega a ser inusitado porque a "nova" gestão desfez a demissão retroativa assinada por Rogério Caboclo, um dia depois do afastamento sentenciado pela comissão de ética. Coronel Nunes e os vices reconduziram Feldman ao cargo, mas a relação não demorou a se desgastar. A outra demissão foi do diretor de recursos humanos e da CBF Academy, Marco Dalpozzo.

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