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Por que a Copa América mudou de sede, mas não de mascote

Pibe, mascote da Copa América - Divulgação/Conmebol
Pibe, mascote da Copa América Imagem: Divulgação/Conmebol

Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/06/2021 04h00

Classificação e Jogos

O vira-lata caramelo que tem desfilado pelos gramados dos estádios da Copa América não tem certidão de nascimento brasileira. É filho de pai argentino e mãe colombiana. Mas, apesar da mudança de sedes na última hora, a Conmebol decidiu não trocar a mascote da competição, batizada de Pibe.

A raiz portenha é inegável. O nome do cachorro é o mesmo apelido de Diego Maradona (El Pibe de Oro), homenageado pela Conmebol na estreia da Argentina, e do histórico camisa 10 colombiano, Carlos Valderrama (chamado só de Pibe mesmo). A escolha foi feita via votação popular na internet.

Só que quando a Copa América recebeu abrigo no Brasil, o máximo que a Conmebol conseguiu foi tirar "Argentina e Colômbia" da logomarca da competição. No mais, permaneceram as cores, identidade visual e todo o pacote que envelopa o torneio. A mascote é um desses elementos. Mas a entidade está relativamente tranquila quanto a isso.

"Criamos o Pibe no departamento de marketing. A ideia nos encantou por ser o melhor amigo do homem e por sempre vermos um cachorro querendo jogar bola em vários campos ao redor do mundo. Decidimos não trocar porque acreditamos que ele é aplicável onde quer que estejamos. O cachorro é característico em toda a América do Sul. Nos apaixonamos pelo Pibe", conta ao UOL Esporte Claudia Cortazar, gerente de marketing da Conmebol.

De todo modo, também não houve mobilização por parte do setor de marketing para mudar aparência ou o animal por causa da burocracia relacionada a patentes, contratos e propriedade intelectual. A Conmebol registra a mascote em cada um dos dez países membros. Foi assim, por exemplo, com o Zizito, capivara da edição 2019, realizada no Brasil.

Canarinho barrado

Com a chegada da Copa América, quem perde terreno é o Canarinho Pistola, mascote da seleção brasileira. Já é de praxe em competições oficiais, com exceção de amistosos da seleção ou jogos das Eliminatórias nos quais o mando é do Brasil.

Inclusive, se o Canarinho ou outra mascote aparecer no território do Pibe, a associação nacional infringirá o regulamento da Copa América e pode ser multada.

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