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Gabriel Teixeira responde bem à disputa por vaga e "vira chave" em Flu 2021

Gabriel Teixeira, atacante do Fluminense - Mailson Santana / Fluminense FC
Gabriel Teixeira, atacante do Fluminense Imagem: Mailson Santana / Fluminense FC

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

16/06/2021 04h00

O técnico Roger Machado disse, recentemente, estar conseguindo "enxergar os conceitos" que pretende colocar em prática no time do Fluminense. E em meio aos testes e avaliações, uma das disputas por vaga no time aconteceu no setor ofensivo, protagonizada pelos jovens Gabriel Teixeira e Luiz Henrique. O primeiro, até então no sub-23, vem levando a melhor e se tornou peça essencial no esquema desenhado pelo treinador.

O duelo com o Red Bull Bragantino, no último domingo, pelo Brasileiro, pode ter sido um exemplo. Com um apertado calendário, o treinador optou por "oxigenar" alguns jogadores e atuou com um time misto. A resposta, porém, não foi a esperada e a equipe só conseguiu a recuperação no jogo após substituições.

Biel, como também é chamado, ganhou a confiança do comandante e se tornou titular mais recentemente, após um período como opção a Luiz Henrique, que se destacou em 2020 e se tornou xodó da torcida. Neste duelo, os números comparativos podem ajudar a entender o motivo da escolha atual de Roger e como o time tem sentido a ausência.

Gabriel Teixeira e Luiz Henrique pelo Campeonato Carioca Sub-20, em 2019 - Mailson Santana / Fluminense FC - Mailson Santana / Fluminense FC
Gabriel Teixeira e Luiz Henrique pelo Campeonato Carioca Sub-20, em 2019
Imagem: Mailson Santana / Fluminense FC

Além disso, as características distintas e singularidades de cada um ganham peso na análise do treinador para o compromisso seguinte. Após o empate em 1 a 1 no primeiro jogo da final do Carioca, contra o Flamengo, por exemplo, o treinador deu pistas disso — aquela havia sido a primeira vez que Gabriel iniciou jogando com o time principal.

"A busca pelo Biel no lugar no Luiz foi para tentar buscar espaços nas costas dos laterais do Flamengo, que têm uma característica de colocar muita gente à frente da linha da bola e um jogo apoiado pela característica de seus jogadores. A opção foi pela velocidade nas beiradas", disse, ao analisar a atuação da equipe das Laranjeiras.

Na temporada, Gabriel Teixeira esteve em campo em 25 partidas e 1.326 minutos, marcando três gols. Já Luiz Henrique atuou em 17 jogos, estando 827 minutos em campo e ainda busca balançar a rede pela primeira vez.

No desenho tático de Roger, os pontas ganharam importância em alguns aspectos. Nos quesitos analisados pelo site "Footstats", o camisa 39 leva vantagem em relação ao companheiro em pontos como gols, passes certos, finalizações, desarmes, cruzamentos, lançamentos, dribles e faltas recebidas. Luiz Henrique, por sua vez, tem desempenho melhor em interceptações e rebatidas.

Dos atuais 11 titulares, apenas Samuel Xavier, Gabriel Teixeira e Caio Paulista não faziam parte do time base da última temporada. Destes, apenas o último já integrava o elenco principal.

As mudanças, no entanto, devem acontecer com frequência ao longo do ano. Envolvido no Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores, o Fluminense avalia o melhor planejamento para evitar lesões e, consequentemente, perda de jogadores em momentos cruciais. Roger, porém, tenta equilibrar o time mesmo quando alterações são necessárias.

"Nós temos um dia a mais para o jogo contra o Santos. Um dia a mais é um abismo de tempo para recuperação. Pode caracterizar diferença de você estar 100% ou 90% em um jogo como esse. Você esvazia o tubo e no jogo de quinta consegue recuperar. Mas, vamos ver com a fisiologia o que fazer", indicou.

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