PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Colômbia é a terceira seleção da Copa América com casos de covid-19

Jogadores e comissão técnica da Colômbia fizeram reconhecimento do gramado da Arena Pantanal ontem (12) - Divulgação / Twitter da FCF
Jogadores e comissão técnica da Colômbia fizeram reconhecimento do gramado da Arena Pantanal ontem (12) Imagem: Divulgação / Twitter da FCF

Bruno Braz e Gabriel Carneiro

Do UOL, em Cuiabá (MT) e Brasília (DF)

13/06/2021 16h38

Classificação e Jogos

A Colômbia é a terceira seleção da Copa América que apresenta casos de covid-19 em sua delegação. De acordo com informações de sua federação, testaram positivo o auxiliar-técnico Pablo Román e o fisioterapeuta Carlos Entrena. Ambos encontra-se assintomáticos e estão isolados cumprindo a quarentena. O jogador Juan Otero já havia sido desconvocado pelo mesmo motivo antes mesmo de embarcar para o Brasil.

Ontem 13 venezuelanos — sendo dez jogadores — já haviam testado positivo assim como três bolivianos, algo que fez com que a Conmebol alterasse o regulamento e permitisse que as seleções fizessem trocas dos atletas infectados de suas delegações.

Colômbia e Equador fazem suas estreias na Copa América hoje (13), às 21h (horário de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). As equipes fazem parte do Grupo A da competição.

Ontem (12), os colombianos realizaram o reconhecimento do gramado do estádio. Já os equatorianos preferiram permanecer no hotel na capital mato-grossense.

Conmebol queria imunizar seleções

Surtos de covid durante a Copa América sempre foram uma preocupação da Conmebol, antes mesmo de a sede ser alterada para o Brasil há duas semanas. Tanto é que a entidade anunciou em abril um acordo com o laboratório chinês Sinovac Biotech para doação de 50 mil doses de vacina em troca de publicidade. A ideia era imunizar todas as seleções envolvidas na Copa América, mas não foi possível concretizar.

Das dez equipes que disputam o torneio, oito realizaram cerimônias para vacinação com pelo menos uma dose. As exceções foram Argentina e Brasil. No entanto, não é possível saber quais membros das delegações das oito seleções tomaram a vacina, já que ela não é obrigatória e as Federações em conjunto com a Conmebol decidiram não divulgar todos os que tomaram ou não.

Militão - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Éder Militão higieniza as mãos durante viagem da seleção
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

O local da vacinação também variou em razão da legislação ou aprovação da vacina em cada país. No Brasil, por exemplo, não poderia acontecer: todas as vacinas adquiridas por entes privados devem ser encaminhadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI) se os grupos prioritários ainda não estiverem vacinados. Caso esse público já esteja imunizado, a doação teria que ser de 50%, algo visto como inviável pela Conmebol.

A entidade tentou aproveitar a estada do Brasil no Paraguai para a última rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, mas nenhum jogador mostrou interesse. A explicação é que não haveria tempo para tomar a segunda dose antes da volta da maioria deles à Europa. Como a vacina da Sinovac não é oferecida no continente em profusão, eles não teriam como se imunizar. Houve um pedido da CBF por exceção ao Ministério da Saúde para aplicar as segundas doses no Brasil, mas não foi aceito.

A seleção peruana fez o que se planejava com a brasileira e se vacinou no Equador durante as Eliminatórias. O técnico Ricardo Gareca, no entanto, não tomou o imunizante. Ele é contra o "fura-fila" da vacina e diz que só tomará suas doses quando chegar sua vez no plano de prioridades do calendário em Lima. Gareca não obrigou que seus comandados fizessem o mesmo.

Gareca - Reprodução/@SeleccionPeru - Reprodução/@SeleccionPeru
Ricardo Gareca, técnico da seleção do Peru, decidiu não tomar a vacina oferecida pela Conmebol
Imagem: Reprodução/@SeleccionPeru

Esporte