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Inter diz que saída de Ramírez foi decisão conjunta e nega ter alvo na mira

Miguel Ángel Ramírez foi demitido do comando do Internacional em "comum acordo" - Ricardo Duarte/Inter
Miguel Ángel Ramírez foi demitido do comando do Internacional em "comum acordo" Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

11/06/2021 18h20

O vice de futebol João Patrício Herrmann se manifestou em nome da direção do Internacional hoje (11). Após a demissão de Miguel Ángel Ramírez, ele falou que o desligamento ocorreu em "comum acordo" e que não há treinadores na mira no momento.

"É importante deixar claro que decidimos pelo desligamento em conjunto. É óbvio que temos que fazer ajustes internos e que estão em avaliação. Eu como vice-presidente, o Paulo Bracks como executivo, em quem acreditamos muito. Todos estão em avaliação. A comissão técnica não era única responsável pelas dificuldades e as derrotas. Todos nós somos responsáveis, de todo clube", disse.

"Hoje foi um dia chato, pesado, complicado. Definimos de comum acordo pelo desligamento da comissão técnica", completou.

João Patrício e Bracks seguem nos cargos de direção do departamento de futebol. Miguel Ángel Ramírez deixa o clube acompanhado de seus pares de comissão técnica, um preparador físico, um analista de desempenho e mais seu auxiliar.

Segundo o dirigente, não há nenhum nome na mira. Neste momento, a direção dará fôlego para Osmar Loss, que comanda o time no domingo, contra o Bahia, e não trabalha com substituto imediato.

"Ainda estamos avaliando e remoendo o que aconteceu ontem. Todos estão tristes. Não temos prazo para uma nova comissão técnica. Nosso prazo é dar força para o Osmar, que vai treinar amanhã, embarcar e treinar o time no domingo. Não temos nenhum nome em mente", salientou.

Segundo apurou o UOL Esporte, os preferidos nos bastidores são Lisca, do América-MG, e Diego Aguirre, atualmente sem clube.

Por fim, Herrmann explicou que a saída de Ramírez se deu em razão dos resultados "a curto prazo", porque no médio e longo prazo o trabalho estava sendo bem feito.

"Às vezes se dá certo em um lugar e não em outro. A convicção no trabalho segue, mas houve questões internas, resultados imediatos, situações que acabaram não dando certo. Não posso negar que havia uma ânsia muito grande pela troca da comissão técnica. É óbvio que ninguém planejou isso, mas é preciso entender que o trabalho de médio e longo prazo era bem feito, mas o Inter tinha dificuldade no curto prazo e é isso que precisamos ajustar agora", finalizou.

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