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'Estou bem satisfeita', diz Pia Sundhage após vitória da seleção feminina

Pia Sundhage, treinadora da seleção brasileira feminina de futebol - Transmissão CBF
Pia Sundhage, treinadora da seleção brasileira feminina de futebol Imagem: Transmissão CBF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/06/2021 20h52

Pia Sundhage comemorou a vitória da seleção brasileira feminina por 3 a 0 contra a Rússia hoje. Porém, um dos pontos de que mais marcou o confronto foi o posicionamento das jogadoras e treinadora contra o assédio, tanto dentro quanto fora de campo. Em coletiva, a sueca comentou a decisão.

"Antes de começarmos o jogo, falamos sobre isso. Eu gostaria de dizer que não é fácil, é uma grande decisão para tomar, porque todas têm que estar na mesma página para fazer isso. Acho que é importante. Fizemos isso, e fizemos juntas. Acho que foi uma boa opção", disse ela.

Esta foi a penúltima aparição da treinadora e suas comandadas antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Convencida do que viu em campo, Pia parabenizou as atletas pelo jogo e pelo resultado conquistado.

"Se você olhar o jeito como defendemos, elas não criaram muitas chances. Há sempre espaço para melhorar, claro, mas nós conseguimos recuper a bola rapidamente, e isso nos ajuda no ataque", analisou Sundhage, que completou:

"Estou feliz com a performance no ataque, especialmente no primeiro tempo. A velocidade do jogo foi boa, o que faltou foi criar mais chances na área, mas no fim nós tivemos situações interessantes. Temos que lembrar que nós não jogamos há algum tempo. Estou bem satisfeita."

A seleção feminina volta aos gramados na próxima segunda-feira (14), contra o Canadá. Este será o último jogo antes da convocação para as Olimpíadas de Tóquio.

Manifesto dentro e fora de campo

Além de uma sequência de publicações feitas pelas jogadoras da seleção feminina contra o assédio. As 11 titulares entraram em campo segurando uma faixa escrita: "Assédio Não", reforçando a mensagem que haviam transmitido horas antes.

"Todos os dias no Brasil, milhares de pessoas são acometidas e desrespeitadas com cenas de assédio, seja moral ou sexual, especialmente nós, mulheres. São brasileiras e brasileiros, vítimas de abusos e atos que vão contra os nossos princípios de igualdade e construção de um mundo mais justo. Dizer não ao abuso são mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem! Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados. Hoje, mais uma vez dizemos: Não ao assédio", dizia o comunicado.

Seleção brasileira feminina no amistoso contra a Rússia - Transmissão - Transmissão
Seleção brasileira feminina entra com faixa contra o assédio em amistoso contra a Rússia
Imagem: Transmissão

"Decisão conjunta", diz Marta

Marta falou sobre o manifesto contra assédio divulgado hoje pelas jogadoras da seleção feminina de futebol antes da vitória por 3 a 0 contra Rússia. Em entrevista à Rede Globo, a atacante disse que o protesto "foi uma decisão em conjunto" entre atletas e comissão técnica.

"Foi uma decisão em conjunto. A gente tem uma comissão que é muito alinhada com as atletas, então a gente resolveu mostrar a nossa opinião nesse sentido. Somos obviamente contra qualquer tipo de assédio. Sem fazer pré-julgamentos, os fatos estão aí para serem apurados, mas a gente necessitava mostrar nosso posicionamento. E a gente fez em conjunto, como sempre fazemos em todas outras situações", disse a jogadora.

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