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Milly: Não parece que Abel Ferreira esteja feliz, estava cabisbaixo no jogo

Do UOL, em São Paulo

10/06/2021 11h18

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O técnico Abel Ferreira conheceu mais uma derrota no comando do Palmeiras, com a eliminação já no primeiro confronto da Copa do Brasil, diante do CRB, mais uma vez em disputa de pênaltis e foi alvo de crítica de torcida organizada, que apontou falta de vontade do português em permanecer no Brasil.

Em sua participação no programa UOL News Esporte, com Domitila Becker, Milly Lacombe afirma que o jogo a deixou com uma impressão de insatisfação do técnico, que em sua visão esteve cabisbaixo mesmo antes do resultado final nos pênaltis.

"O time não conseguiu evoluir esse sistema de jogo, que precisa de tempo para ser evoluído. Não sei se haverá, não me parece que o Abel esteja feliz. Se isso é o Abel feliz eu não imagino como é ele infeliz. Ele está com uma expressão cabisbaixa, ele reclama como pode, ontem durante as cobranças ele no banco, durante a cobrança, o Palmeiras ainda teria chance, de cabeça baixa", diz Milly

"O Abel estava cabisbaixo ontem, estava cabisbaixo durante o jogo, tinha uma energia, uma força vital que não estava ali, então eu não sei se essa história vai ser só essa história fulminante mesmo e se o Abel vai dizer 'chega'. Não sei, eu achei estranha a linguagem corporal do Abel ontem, achei ele mais triste do que bravo, achei estranho", completa.

A jornalista considera preocupante para o Palmeiras a perda da confiança, com uma série de decisões perdidas após um período de títulos conquistados.

"É uma história intensa a do Abel no Palmeiras, de monotonia essa história não teve nada, porque ele chegou incendiário, conquistou tudo o que ele podia conquistar e aí eu acho, o que está acontecendo eu acho que é claro que o Palmeiras uma hora iria parar de ganhar como ele estava ganhando, é normal. O que o Abel fez, se fosse um gráfico, tem uma curva de subida muito grande e depois tem um patamar de estabilização", diz Milly.

"O que acontece é que quando o Palmeiras chegou nesse patamar, o time foi perdendo confiança. E nós da imprensa e o brasileiro em geral gosta de sentenças, de sentenciar, então perdeu duas já é crise. Se você perde a confiança, perde muita coisa no futebol para não dizer quase tudo. E fica difícil mesmo", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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