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Corinthians precisa fechar o Brasileirão em 4º para cumprir meta financeira

Missão ingrata está sob os cuidados do técnico Sylvinho (à esq.) e seu auxiliar Doriva  - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Missão ingrata está sob os cuidados do técnico Sylvinho (à esq.) e seu auxiliar Doriva Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Yago Rudá

Do UOL, em São Paulo

10/06/2021 04h00

Classificação e Jogos

A eliminação de ontem (9) do Corinthians terá impacto nas finanças do clube. No planejamento criado pelo Alvinegro no segundo semestre do ano passado, a expectativa era disputar a fase oitavas de final da Copa do Brasil e também da Copa Sul-Americana. Como fracassou em ambas as competições eliminatórias, a equipe precisa terminar o Campeonato Brasileiro pelo menos na quarta posição para arrecadar algo próximo do que foi previsto.

No documento que foi apresentado aos conselhos do Corinthians, o planejamento é encerrar o Brasileirão 2021 na sétima colocação, o que lhe garantiria uma premiação de R$ 23,1 milhões paga pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Para arrecadar o que não foi ganho na Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, o Timão precisa terminar o campeonato nacional, no mínimo, no G-4.

Por não ter classificado para as oitavas de final da Sul-Americana, o Corinthians deixou de ganhar US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões na cotação atual) do que foi planejado. Na Copa do Brasil, o 'prejuízo' foi de R$ 2,7 milhões pela eliminação na terceira fase. Ao todo, são R$ 5,2 milhões que não entraram para os cofres do clube.

Para compensar o dinheiro que não foi arrecadado e, levando em consideração que o Corinthians tem apenas o Brasileirão pela frente até o fim desta temporada, a equipe treinada por Sylvinho precisaria se superar no Brasileirão para receber R$ 28 milhões como premiação e tampar (ainda com um déficit de R$ 300 mil neste cenário) o rombo deixado pelas quedas nos torneios mata-mata.

Pelas contas do clube do Parque São Jorge, a expectativa é de algo na casa dos R$ 500 milhões em 2021 e encerrar a temporada com um balanço positivo. Nos três primeiros meses do ano, impulsionado pela redução de gastos, o clube registrou R$ 3,5 milhões de superávit.

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