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CBF: Comissão de Ética tem pedido de apuração de mais assédios de Caboclo

Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF - Jorge Adorno/File Photo/Reuters
Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF Imagem: Jorge Adorno/File Photo/Reuters

Igor Siqueira e Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

10/06/2021 17h32

A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro já recebeu denúncia de mais dois possíveis casos de assédio do presidente da CBF, Rogério Caboclo, a funcionárias da entidade. O UOL Esporte apurou que a própria autora da primeira denúncia foi quem indicou ao órgão que outras duas ex-funcionárias da confederação podem ter sofrido situações similares. Caboclo está afastado temporariamente do cargo desde domingo para se defender da acusação.

Na sexta-feira passada, uma funcionária da CBF que trabalhava diretamente com Caboclo o denunciou por assédio moral e sexual na Comissão de Ética e na diretoria de compliance da entidade. O Fantástico, da TV Globo, revelou diálogos em que ele perguntava se ela se masturbava, além de falar sobre sua vida amorosa. Caboclo nega que tenha cometido assédio.

O caso não foi novidade para quem estava no ambiente da CBF. A funcionária estava afastada da entidade por motivos de saúde desde abril e já tinha conversado com colegas de trabalho sobre o comportamento do dirigente.

Durante esta semana, a funcionária que fez a primeira acusação fez um complemento ao seu relato. Ela pediu que fossem analisadas as situações de duas outras ex-funcionárias que trabalharam com Caboclo porque poderiam ter sofrido situações similares. A relatoria do processo na Comissão de Ética está na mão de Gladys Regina Vieira Miranda, presidente da Câmara de Investigação.

O UOL Esporte sabe quem são as duas funcionárias, mas não revelará seus nomes. Uma delas atualmente está fora do Brasil. Outra atuava na entidade até o final do ano passado, quando também decidiu sair. A primeira foi procurada pelo UOL por meio de mensagens celular, mas não respondeu. A segunda não foi encontrada.

Procurada, a advogada de Rogério Caboclo, Fernanda Tórtima, informou que ele não poderia se manifestar porque desconhecia o tema. O UOL também enviou mensagens e ligou para o próprio dirigente, que não atendeu ou respondeu.

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