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Queiroga diz que Copa América acontecerá em 'ambiente sanitário controlado'

Do UOL, em São Paulo

07/06/2021 19h43

Classificação e Jogos

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a Copa América vai movimentar cerca de 650 pessoas no Brasil em sua fase inicial. Serão 10 delegações, que disputarão o torneio a partir do dia 13 de junho (domingo).

Em entrevista coletiva, Queiroga argumentou que com outras competições em curso no país, não há impeditivos para a realização do torneio.

"Partindo do pressuposto que a prática de atividades esportivas está acontecendo normalmente no nosso país, inclusive o Campeonato brasileiro, Libertadores, Sul-Americana, Eliminatórias, considerando também que os cidadãos dos países têm autorização para entrada no Brasil, respeitadas as condições sanitárias, não há nenhum óbice legal ou sanitário para que esse evento possa ser realizado no Brasil", disse.

"Todos os jogos acontecerão sem público. Um ambiente sanitário controlado, e monitorado pelas autoridades sanitárias dos estados e municípios onde acontecerá a competição". Segundo números divulgados pelo próprio Ministério, o Brasil chegou hoje aos 474.414 mil óbitos por covid-19, e 16.984.218 casos desde o início da pandemia. Nas últimas 24h, foram 1.010 mortes.

A vacinação em massa dos atletas e membros da comissão técnica, que em um primeiro momento era considerada uma das principais exigências para a realização do torneio, foi descartada pelo ministro.

"Não é uma imposição a questão da vacina. Os que estiverem vacinados, melhor. Mas não vai haver um esforço para vacinar agora. Até porque a vacina pode causar uma reação, e isso poderia comprometer o ritmo competitivo dos jogadores. As medidas sanitárias de controle, como a realização dos testes - e não será teste rápido, será o RT-PCR. Se encurtou o prazo, estava previsto a cada três dias, e entre um exame e outro, fazer um teste rápido", disse.

"Os testes serão feitos diariamente, é um controle muito seguro. Nenhum dos exames será realizado pelo SUS, todos os atletas têm seguro saúde. Se houver necessidade de internação hospitalar, num eventual quadro de covid-19 ou qualquer intercorrência, os atletas estão devidamente segurados e utilizarão a rede hospitalar privada", completou.

Entre as medidas anunciadas durante a entrevista coletiva estão:

- Distanciamento social;

- Voos fretados;

- Uso de ônibus individuais;

- Restrição a saída dos hotéis onde as seleções estarão em concentração;

- Controle dos funcionários que terão contato com as delegações;

- Quartos isolados e andares separados nas acomodações;

- Exame RT-PCR a cada 48h;

- Teste rápido antígeno entre os testes RT-PCR;

- Questionário diário em todas as delegações

Mais informações em instantes

Insatisfação

Após a desistência da Argentina em sediar o campeonato, por conta da pandemia da covid-19, e da Colômbia, que vive uma grave crise social, nesta semana, o Brasil foi confirmado como sede improvisada da Copa América, restando menos de 15 dias para a abertura da competição. Depois de um pedido da Conmebol, a CBF recorreu ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e o país foi anunciado como novo anfitrião.

Insatisfeitos, os jogadores brasileiros sinalizaram um boicote ao torneio, mas hoje confirmaram que vão participar da disputa. O afastamento do presidente da confederação, Rogério Caboclo — denunciado por assédio sexual —, reduziu a tensão entre o time e a cúpula da entidade. Pesou também na decisão deles que dirigentes garantiram ao técnico Tite sua permanência.

Manifesto coletivo

Os capitães das dez seleções que participarão da Copa América no Brasil elaboram manifesto no qual pretendem demonstrar insatisfação por disputar a competição em meio à pandemia. A possibilidade de um boicote coletivo perdeu força no fim de semana, informou o colunista do UOL Esporte Marcel Rizzo.

A Conmebol tem conhecimento desse documento e não pretende interferir. Manifestações durante os jogos ou treinos quando a competição estiver em andamento são proibidas pela Fifa, que não permite atos considerados políticos, mas os jogadores avaliam gestos coordenados, como abraço dos 22 em campo durante o minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19.

O teor do texto não está fechado. O foco deve ser solidariedade a todas as vítimas da covid-19 e pedido por segurança para o futebol acontecer em meio à pandemia. Como a Fifa proíbe manifestações políticas não deve haver críticas diretas à Conmebol ou associações, mas a ideia é que o documento deixe claro a insatisfação pelo não adiamento da Copa América.

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