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Ministro diz que Copa América no Brasil ainda não está confirmada

Ministro Luiz Eduardo Ramos - Marco A.Cardelino/ALSP
Ministro Luiz Eduardo Ramos Imagem: Marco A.Cardelino/ALSP

Do UOL, em São Paulo

31/05/2021 19h08Atualizada em 31/05/2021 22h07

O Ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou hoje em declaração no Palácio do Planalto que a Copa América no Brasil ainda não está confirmada. Ramos se reuniu durante a tarde com a CBF em videoconferência. Depois, em nota, a Casa Civil afirmou que o governo tampouco recebeu um pedido oficial da CBF ou da Conmebol para que o país dê abrigo ao torneio.

Além de apontar que as tratativas para sediar o evento ainda estão em andamento, Ramos disse que, caso a competição se realize, os estádios não receberão público. O ministro também colocou como condição que todas as delegações estejam vacinadas.

"É importante destacar que esse evento, caso se realize, não terá público. Tem saído algumas notícias com relação ao público. No momento, são dez times, no máximo, já foi acordado nessa reunião com a nossa presença, e a CBF por videoconferência. São dez times com dois grupos, 65 pessoas por delegação. Todos vacinados. Foi a imposição que tratamos com a CBF. Não há documentos assinados, apenas tratativas. Inclusive a seleção brasileira, também será vacinada", disse.

"As sedes serão de responsabilidade da CBF, e de acordo com as escolhas, eles irão tratar com os estados", acrescentou.

O ministro ainda respondeu às críticas sobre o país hospedar a competição, já rejeitada por Colômbia e Argentina, em meio à pandemia, argumentando que outras competições estão em andamento no país, como a Libertadores, o Brasileirão e os estaduais, encerrados há poucos dias.

"Por que o Brasil vai sediar a Copa América durante uma pandemia? Senhores, primeiro que foi uma demanda realizada via CBF, pela Conmebol. Outra coisa, estamos em plena pandemia, só que o Campeonato Brasileiro, que envolve 20 times na série A, 20 na série B, está ocorrendo com jogos em todo Brasil. Fora esse detalhe, acabaram na semana passada os estaduais", disse.

"Com relação à realização dos jogos, que são poucos, não sei porque as pessoas se pronunciaram contra o evento, se há os jogos do Brasileiro, ocorreram jogos do estadual, Libertadores, Sul-Americana. Nesse quesito, foi muito criticado por alguns governadores e outras pessoas", pontuou, lembrando que o martelo não foi batido. "Não tem nada certo, quero manifestar de forma clara. Estamos no meio do processo, mas não vamos nos furtar a uma demanda, caso seja possível, atender", concluiu.

Segundo Ramos, a Casa Civil segue em contato com a CBF, e a decisão sobre a realização ou não do torneio no Brasil deve sair amanhã. "Estamos verificando detalhes. Se deus quiser, amanhã teremos uma posição final".

Marcelo Reis Magalhães, secretário Nacional do Esporte, reiterou o discurso do ministro Ramos, e disse caso a Caso a Copa América de fato aconteça. a CBF será a responsável pelas negociações junto aos estados para a definição das sedes.

"Como o ministro Ramos acabou de falar, a gente foi demandado pela CBF hoje pela manhã e estamos fazendo os esforços para caso a gente venha realizar a Copa América, que a CBF, por ser tratar de um evento totalmente privado, negocie com os estados e com os municípios onde vão ser as sedes. O governo federal apenas dará toda a parte de estrutura para a entrada dessas equipes no país, basicamente isso."

Em nota, a pasta reiterou o posicionamento.

"Em reunião nesta segunda-feira (31/05), na Casa Civil, com representantes de vários ministérios, entre eles da Saúde; Infraestrutura; e Justiça, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, forneceu detalhes sobre a proposta de realização da Copa América de Futebol 2021 no Brasil.

Segundo a CBF, serão 10 delegações de, no máximo, 65 pessoas cada. Os jogos ocorrerão sem público, com todos os integrantes das delegações vacinados contra a Covid19.

Por tratar-se de evento de natureza privada, a escolha das sedes será negociada pela CBF junto aos Estados e municípios que se propuserem a receber os jogos.

Até o momento, não foi enviado pela CBF ao Governo Federal pedido oficial de realização do evento no Brasil."