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Seleção Brasileira

Juninho e Branco tentam blindar seleções da crise de Caboclo na CBF

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

14/05/2021 14h02

Classificação e Jogos

Na mesma semana em que foi aberta uma crise nos bastidores da CBF envolvendo Rogério Caboclo, o presidente da entidade, os técnicos das seleções brasileiras masculinas principal e pré-olímpica fizeram convocações para jogos no mês que vem. O assunto veio à tona, mas por parte dos coordenadores das equipes, os ex-jogadores Juninho Paulista e Branco, o discurso foi de defesa e independência.

"Estamos tendo o respaldo total no departamento de seleções, continuamos recebendo o respaldo total do presidente Caboclo", disse Juninho Paulista, que pediu a palavra logo após a entrevista coletiva do técnico Tite.

Tite havia sido questionado anteriormente sobre o tema, mas passou a palavra para Juninho, que disse: "Sou a comunicação entre a direção e a comissão técnica, sim, mas o Tite tem a liberdade de se comunicar também. Temos acompanhado o que foi publicado, mas esse assunto não interferiu no nosso dia a dia, na nossa dinâmica de trabalho e seguimos normalmente."

Juninho - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira masculina principal, em coletiva hoje (14)
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Minutos depois foi a vez de Branco acompanhar o técnico da seleção pré-olímpica, André Jardine, e dar um discurso no mesmo sentido de Juninho Paulista. Desta vez, o coordenador das seleções de base indicou que Rogério Caboclo estava presente na sala de entrevistas da CBF.

"Agradecer a presença do presidente Rogério Caboclo, sempre dando total apoio a todas as seleções. Obrigado, presidente", disse. Depois, mencionou novamente o assunto: "O quanto a CBF está, por intermédio da diretoria e o presidente, dando respaldo para a gente formar jogadores de qualidade e ter seleções fortes."

Apesar das defesas públicas, os bastidores da CBF estão quentes para além das seleções e do dia a dia de convocações. Há uma insatisfação generalizada entre funcionários e dirigentes de federações, da CBF e de clubes com as atitudes de Rogério Caboclo e esse movimento gerou uma conspiração dentro da própria confederação que ameaça sua permanência no cargo, como mostrou o UOL Esporte.

Dentro da CBF, há relatos sobre Caboclo soltar grosserias, ordens sem sentido e aparentar instabilidade emocional. Às vezes, o presidente se apresenta em um estado descrito por várias fontes ouvidas como "alterado". Funcionários têm evitado a presença de Caboclo quando percebem que está neste estado alterado. Houve tratamento considerado agressivo e arrogante até com empregados de alto escalão na entidade.

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