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'Eu me senti em um reality show', diz Prass sobre lesão antes de Olimpíada

Fernando Prass concede entrevista coletiva após se apresentar à seleção brasileira olímpica - Lucas Figueirado/Mowa Press
Fernando Prass concede entrevista coletiva após se apresentar à seleção brasileira olímpica Imagem: Lucas Figueirado/Mowa Press

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/05/2021 11h17

Convocado para a seleção brasileira olímpica em 2016, que conquistaria a medalha de ouro nos jogos do Rio de Janeiro, o ex-goleiro Fernando Prass, então no Palmeiras, quebrou o braço em um treino e acabou cortado, dando lugar a Weverton, que estava no Athletico Parananese.

Prass contou que toda a experiência o fez sentir como um participante de reality show. O ex-jogador disse que experimentou a alegria de uma criança nos primeiros dias na Granja Comary.

"Eu me senti em um reality show. Eu pensava que só acreditaria que estava na seleção quando desse entrevista com aquele banner atrás. Sempre via as pessoas dando entrevista ali. E eu fui o primeiro daquela convocação a dar a entrevista. Aí, eu parecia uma criança. Experimentei todos os uniformes que eu ganhei", contou em entrevista à TV Palmeiras, no YouTube.

"E eu brincava com um colega do Coritiba, falando que todo jogador de Série A deveria ser convocado pelo menos uma vez para tirar foto na Granja Comary. Falava em 2003. Aconteceu comigo. Eu fui lá, tirei foto, treinei e não pude jogar, infelizmente", disse.

Fernando Prass entende que sua lesão aconteceu para o seu próprio bem de alguma maneira. O ex-goleiro contou que nunca quis ver pessoas queridas sofrendo e recordou que no mesmo momento em que se lesionou, sua família estava em uma viagem de carro.

"Eu sempre pedia em orações para que as pessoas próximas a mim não sofressem. Se algo tivesse que acontecer, que acontecesse comigo. Foi muito estranho. Minha família estava viajando de carro, do Rio para São Paulo. Enquanto eles estavam viajando, eu estava treinando e quebrei o braço. Não sei. A gente pede tanta coisa, às vezes quando acontece, a gente reclama. Por isso, não reclamo. Acho que foi algo para o bem mesmo", declarou Prass.

Momento marcante no Brasileiro de 2016

Após a lesão, Fernando Prass disse que tinha como meta entrar em campo até o fim do Campeonato Brasileiro de 2016, ano em que o Palmeiras foi campeão. O ex-goleiro contou que substituir Jaílson no jogo do título foi um momento especial de sua recuperação.

"Coloquei [como meta] depois da lesão que eu tinha que estar no jogo do título [Brasileiro], mesmo contra os protocolos. Eu treinei na véspera e estive em campo com os colegas para me sentir campeão. Consegui realizar isso", disse.

"Agradeço o Cuca que teve a sensibilidade [na hora da substituição com o Jaílson]. Acho que foi legal para os dois: eu, por poder cumprir a meta que tinha traçado em relação à lesão. E para o Jaílson também, que foi uma homenagem. Foi difícil para ele, nunca tinha jogado a Série A, entrou em um momento de desconfiança, o Palmeiras não era campeão há 22 anos e se o time não era campeão. Se não fosse de novo, a culpa seria do Jaílson e do Vágner [terceiro goleiro]", continuou.

Pênalti na Copa do Brasil

Na mesma entrevista, Fernando Prass falou de outro momento marcante pelo Palmeiras: a final da Copa do Brasil de 2015, quando bateu o pênalti que deu o título ao time alviverde contra o Santos. O ex-goleiro explicou que começou a treinar apenas por precaução, mas acabou escolhido para bater por conta do cansaço de alguns colegas e da inexperiência de outros.

"Eu treinei bastante [pênalti] e, na entrada do estádio, o auxiliar do Marcelo Oliveira me perguntou: 'se precisar, você bate?'. Eu disse que batia. Mas nunca pensei que iria precisar. Eu comecei a treinar porque vi duas situações em que os goleiros tiveram que bater: um Coritiba x Fortaleza e um Botafogo x Fluminense. Pensei: 'Imagina se eu tiver que bater igual eles e não estiver pronto?' Então, comecei a treinar por precaução", explicou.

"Aí, chegou o fim do jogo. Tinha muitos meninos na roda, jogadores com cãimbra. Aí, o Alecsandro falou para o Marcelo Oliveira que eu bateria, o auxiliar (o Tico), já tinha falado. Chegou no meu nome e sugeriram que eu fosse o quinto. Aí, eu topei na esperança de não precisar bater", finalizou Prass.

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