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Procuradoria pede suspensão de atletas de Ceará e Bahia envolvidos em briga

Final da Copa do Nordeste termina em briga entre jogadores de Bahia e Ceará - DANIEL GALBER/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Final da Copa do Nordeste termina em briga entre jogadores de Bahia e Ceará Imagem: DANIEL GALBER/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Bruno Fernandes e Josué Seixas

Colaboração para o UOL, em Maceió

12/05/2021 17h30

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A Procuradoria da Justiça Desportiva abriu denúncia nesta quarta-feira (12) contra Ceará, Bahia e seis atletas das duas equipes, que se envolveram na confusão generalizada na Arena Castelão, no último domingo, após a final da Copa do Nordeste. Se condenados, os jogadores podem ser suspensos por até dez partidas.

Se a denúncia for aceita pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Jael, Gabriel Dias e Mendoza, do Vozão, e Nino Paraíba, Juninho e Danielzinho, do campeão Bahia, serão julgados por agressão, participação em rixa, além de conflito ou tumulto. Nino Paraíba, que estava suspenso da partida, também deve responder por invasão de campo.

Em relação aos clubes, o Ceará foi denunciado pela presença de integrantes do estafe sem máscara e pode ter que pagar multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil.

O clube também vai responder "por não manter o local da partida com infraestrutura necessária de modo a garantir a segurança para sua realização", diz trecho da denúncia. A infração, além de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, pode causar a interdição da Arena Castelão, em Fortaleza, e a perda de mando de campo de uma a dez partidas.

Já o Bahia responderá por tripla infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Assim como no caso do Ceará, a Procuradoria identificou pessoas credenciadas pelo clube baiano sem máscara ou usando-a de forma inadequada. Além disso foram identificados casos de desordem, invasão de campo, rixa, tumulto ou conflito.

A Procuradoria, que alegou gravidade na conduta e pediu a suspensão preventiva dos seis atletas identificados em imagens do confronto, informou que ainda não há data definida para o julgamento da denúncia.

Súmula detalhou agressões

De acordo com a súmula, o árbitro explicou que recorreu às imagens do VAR para expulsar Jael, Gabriel Dias e Mendonza, do Ceará, e Juninho e Daniel pelo Bahia: "Devido o tumulto generalizado não foi possível a apresentação do cartão vermelho aos atletas expulsos.

Em seu relato, Ribeiro afirma que Jael agride o adversário com um soco nas costas, dando origem ao confronto entre os jogadores das duas equipes. "Expulsei com cartão vermelho direto, após finalizada a partida, o sr. Jael Ferreira Vieira, número 9 da equipe do Ceará SC, por golpear com um soco nas costas o atleta do EC Bahia não relacionado na partida, sr. Severino de Ramos Clementino da Silva [Nino], após provocação desse atleta não relacionado. (...) Após esta agressão, que teve início a partir da provocação do atleta não relacionado que invadiu o campo para comemorar, teve início um confronto generalizado", relatou o árbitro.

A confusão escalonou quando Nino Paraíba revidou o ataque em Mendonza, camisa 10 do Ceará, que reagiu. Com as imagens, o árbitro percebeu que Mendonza se afastou, pegou uma cadeira que estava perto das arquibancadas e voltou para o tumulto. Ele foi contido pelos companheiros da equipe. Ainda assim, o colombiano esteve envolvido em outros atritos, já que as expulsões de Daniel e Juninho, do Bahia, aconteceram por agressões contra o atleta estrangeiro.

A expulsão de Gabriel Dias, do Ceará, também se deu em decorrência tumulto. Na súmula, está escrito que o cartão vermelho foi uma punição "por dar um chute na perna do atleta não relacionado na partida, sr. Severino de Ramos Clementino da Silva. Em seguida, [Dias] agrediu com um chute na perna e um soco no rosto o seu adversário, número 40, José Carlos Ferreira [Juinho]."

O UOL Esporte entrou em contato com os clubes para questionar sobre a possibilidade de possíveis recursos. Por meio de nota, o Bahia informou apenas que "o clube irá adotar as medidas jurídicas cabíveis". O Ceará declarou que "não foi notificado. Sendo, será feito no tribunal".

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