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"Meu clube": Taison assume comando do Inter como se nunca tivesse saído

Taison, do Inter, lidera o time desde seu retorno do futebol da Ucrânia - Ricardo Duarte/Inter
Taison, do Inter, lidera o time desde seu retorno do futebol da Ucrânia Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

11/05/2021 04h00

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Taison não se refere ao Inter pelo nome. Não trata o Colorado como um local de trabalho ou uma instituição. Para ele, o Inter é "meu clube". Quando se refere ao time pelo qual surgiu, o atacante, que volta hoje (11) no duelo contra o Deportivo Táchira pela Libertadores, abusa do pronome possessivo.

Desde a chegada, passando pela coletiva após a boa estreia na semana passada, Taison esbanja conhecimento sobre o Inter e trata a instituição com o maior carinho. Veste a camisa como o que sempre foi: um representante digno da torcida.

Por isso, mesmo que tenha passado mais de dez anos na distante Ucrânia, o regresso foi natural. Ele não precisou de adaptação, conhecer pessoas novas, encontrar algo desconhecido. Como quem "volta para casa", o Inter estava do jeitinho que ele havia deixado.

A identificação — que não deixou de existir nem no tempo distante — facilitou muito. Hoje Taison é frequente em palestras antes dos jogos, não importando se vai atuar ou não. Ele é referendado por afirmações nos treinamentos, deixa todos à vontade, brinca com o elenco completo, mesmo que muitos o tenham conhecido há menos de um mês.

A liderança está expressa nas palavras dos colegas. O goleiro Marcelo Lomba, por exemplo, não poupou adjetivos ao companheiro antes do duelo com Olimpia.

"Passei a admirar o Taison ainda mais, porque tenho visto comprometimento dele de treinamentos. Acredito que ele soma muito para nós. Soma liderança, soma alegria. Ele é um cara, que além de dentro de campo ser um driblador, extremamente técnico, finalizador, ele aqui no vestiário tem uma alegria que já de cara você vê. É contagiante", disse.

Segundo apurou o UOL Esporte, Taison tem conceito alto nos bastidores do clube. Seja com dirigentes, atletas, ou os funcionários de apoio, todos têm palavras positivas sobre o jogador.

Mas hoje aos 33 anos, ele ocupou um posto que ficou vago na saída de D'Alessandro. É o líder que pede a palavra, motiva, puxa fila nos treinamentos, chega mais cedo ao CT, dá exemplo de qual conduta é preferida no Beira-Rio. Trata o Inter como define: está no "seu clube".

Será a segunda partida dele desde o regresso. Depois de brilhar na estreia, na goeada por 6 a 1 sobre o Olimpia-PAR, recebendo elogios da comissão técnica pela criação de oportunidades, a primeira chance como visitante se apresenta na Venezuela. O jogo será às 19h15 (de Brasília), pela quarta rodada do grupo B da Libertadores.

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