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Libertadores reforça supremacia recente de times do Brasil sobre argentinos

Thiago Braga

Colaboração para o UOL, de São Paulo

11/05/2021 04h00

Historicamente fregueses dos times argentinos, os times brasileiros têm, aos poucos, mudado a história da Copa Libertadores. O país tem os últimos dois campeões do torneio, Palmeiras e Flamengo, e, assim, diminuiu a diferença de títulos perante aos rivais: são 25 taças dos clubes do país vizinho contra 20 dos nacionais.

A mudança de patamar pode ser medida pelo desempenho na atual edição do torneio continental. Os dois times brasileiros protagonistas por essas marcas voltam a campo pela Libertadores hoje (11), para reforçar essa tendência: Flamengo e Palmeiras, que enfrentam, respectivamente, Unión La Calera-CHI e Independiente del Valle-EQU. Além deles, num confronto direto, o Santos reencontra o Boca Juniors-ARG.

Até agora na Libertadores 2021 os times brasileiros entraram em campo 21 vezes, contra 18 dos clubes argentinos —isso porque o Brasil tem sete representantes no torneio, enquanto os argentinos são em seis.

Palmeiras e Flamengo têm 100% de aproveitamento, com vantagem alviverde no saldo de gols. Ambos os times marcaram dez gols, mas o Verdão sofreu apenas três, enquanto os rubro-negros tiveram sua meta vazada em cinco ocasiões.

Mais conhecido por ser o primeiro clube de Diego Armando Maradona, o Argentinos Juniors é o destaque entre os representantes do país no atual certame. Assim como Palmeiras e Flamengo, o time do bairro da Paternal, em Buenos Aires, ganhou suas três partidas até aqui na Libertadores. Treinada pelo ex-zagueiro argentino Gabriel Milito, a equipe marcou seis gols e não sofreu nenhum.

No geral, os brasileiros têm 14 vitórias, quatro empates e três derrotas nas 21 partidas disputadas até aqui. Somando 46 pontos no total, um aproveitamento de 73%. Já os argentinos, em 18 jogos, venceram nove, empataram cinco e foram derrotados em quatro oportunidades, com 32 pontos somados entre todos os clubes, um aproveitamento de 59%.

Esses números ainda mostram uma tendência de alta. Na edição de 2020, os brasileiros ganharam 66% dos pontos que disputaram pela fase de grupos, contra 55% dos argentinos.

Ataque faz a diferença

Se formos levar em conta o potencial ofensivo das equipes dos dois países, a diferença fica ainda maior. Palmeiras, Flamengo, Internacional, São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Santos e Flamengo balançaram as redes adversárias 51 vezes (média de 2,42 por partida). E sofreram 20 gols.

Já Defensa y Justicia, Boca, River Plate, Racing, Argentinos Juniors e Vélez Sarsfield foram às redes menos da metade das vezes, 25 (1,38). Mas levaram, juntos, apenas 12 gols.

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