PUBLICIDADE
Topo

Botafogo

Na Taça Rio, Botafogo pega Nova Iguaçu, que tem ex-alvinegro na comissão

Andrezinho, atualmente, é coordenador técnico do Nova Iguaçu - Vitor Melo/Nova Iguaçu FC
Andrezinho, atualmente, é coordenador técnico do Nova Iguaçu Imagem: Vitor Melo/Nova Iguaçu FC

Alexandre Araújo

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

09/05/2021 04h00

Classificação e Jogos

Nova Iguaçu e Botafogo se encaram hoje (9), no Nilton Santos, na luta por uma vaga na final da Taça Rio. Na coordenação técnica do clube da Baixada Fluminense, há um velho conhecido em General Severiano e que ajudou a torcida alvinegra a celebrar este título em duas oportunidades: Andrezinho.

No primeiro encontro entre as equipes, empate sem gols. Por ter terminado a Taça Guanabara na sexta colocação, o Nova Iguaçu tem a vantagem. Vale lembrar que, nesta edição do Campeonato Carioca, a Taça Rio está sendo disputada pelas equipes que ficaram entre a quinta e oitava colocações, já sem chance de conquistar o Estadual.

Para o "Orgulho da Baixada", chegar a essa final tem um significado especial, uma vez que a equipe voltou a disputar a elite do Carioca após três temporadas. Integrante deste projeto, Andrezinho é o atual coordenador técnico e tem no currículo três conquistas de Taça Rio, sendo uma pelo Vasco, em 2017, e duas pelo Botafogo, em 2012 e 2013.

Ao longo da carreira, Andrezinho defendeu ainda clubes como Flamengo, Internacional, Goiás, Pohang Steelers, da Coreia do Sul, e Tianjin Teda, da China. Ele se aposentou em 2019, justamente pelo Nova Iguaçu.

Andrezinho, em 2018, atuando pelo Nova Iguaçu - Bernardo Gleizer/NIFC - Bernardo Gleizer/NIFC
Andrezinho, em 2018, atuando pelo Nova Iguaçu
Imagem: Bernardo Gleizer/NIFC

"A experiência como coordenador técnico está sendo a melhor possível. Nunca pensei em estar fora do futebol, não sei fazer outra coisa, e está sendo muito bom poder passar um pouco da experiência que tive em campo, trabalhar com jovens jogadores, ter esse desafio de ver o outro lado. Quando se está jogando, às vezes, não se tem noção do que o estafe trabalha para dar sustentação para que os jogadores façam o melhor. Está sendo um aprendizado diário, estou gostando muito", disse, ao UOL Esporte.

"Tenho um relacionamento com o Nova Iguaçu há muitos anos, com o presidente [Jânio Moraes], com o Jorge Moraes, que foi meu empresário durante muitos anos, e isso me aproximou do clube. Quando encerrei a carreira jogando no Nova Iguaçu, surgiu a oportunidade. O presidente me convidou para integrar a comissão, para fazer essa integração entre jogadores, comissão técnica, e diretoria. Via em mim um cara que tinha encerrado recentemente e, por conhecer o lado do jogador, sentiram confiança. E deu certo", completou.

A bagagem como jogador, inclusive, tem ajudado Andrezinho nesta nova função. Ele ressalta que, ao longo da carreira, já viveu diversas situações e, agora como coordenador, busca colocar em prática tudo que absorveu no decorrer deste período.

"Modéstia à parte, a gente consegue trazer muitas coisas para os jogadores. Até brinco falando que, para quando eles pensarem em fazer alguma coisa, lembrar que já estive do lado deles (risos). Temos aquele feeling de vestiário, de quando o atleta está chateado, feeling de chegar à diretoria para falar alguma coisa relacionada aos jogadores, o que é importante para conquistar os títulos. Claro que o futebol não é uma matemática exata, mas sabemos o que deixa mais próximo à conquista. Tendo um ambiente de trabalho bom, sabendo a hora da cobrança, do carinho, isso ajuda muito, e é essa bagagem trago de 20 anos de profissional. Passei em vários grupos, trabalhei com vários treinadores, e pego um pouco de tudo isso", indica.

Adversário de logo mais, o Botafogo está na história de Andrezinho. Ele acertou com o clube em dezembro de 2011, após deixar o Internacional, que defendia desde 2008 e pelo qual ganhou grande destaque. No Alvinegro, esteve por duas temporadas, entre 2012 e 2013, tendo sido campeão do Carioca em 2013. O ex-meia lembra que, até hoje, inclusive, recebe o carinho dos torcedores.

Em 2012, pelo Botafogo, Andrezinho celebra gol com Seedorf - Wagner Meier/AGIF - Wagner Meier/AGIF
Em 2012, pelo Botafogo, Andrezinho celebra gol com Seedorf
Imagem: Wagner Meier/AGIF

"Eu me sinto muito honrado em ter vestido a camisa do Botafogo. O carinho que recebo dos alvinegros é muito grande, muitos dizem que o último time que dava gosto de ver jogar foi aquele de 2012. Esse carinho e esse reconhecimento são muito gratificantes", conta.

Ele salienta que a Série B do Campeonato Brasileiro é uma competição com muitos obstáculos, mas acredita na recuperação do Alvinegro, apontando o que avalia ser importante para o retorno à elite.

"Penso que o Botafogo tem de se reestruturar, é um momento difícil do clube. A pandemia dificultou muito não só os clubes de menor investimento, mas também os grandes, como é o caso do Botafogo. Ainda mais, caindo para a segunda divisão. É um campeonato que já disputei, competição muito difícil. Vou além, acho que esta edição da Série B vai ser a mais disputada. Terá grandes equipes, muitas que já foram campeãs. Então, tudo isso vai dificultar ainda mais. Penso que o Botafogo tem de ter jogadores que conheçam a competição. É uma fase difícil, mas o Botafogo é gigante e só tem uma maneira de sair: a união. É unir comissão, jogadores e diretoria, e os torcedores apoiarem. Nessas horas que o amor fala mais alto".

Botafogo quer se firmar

Técnico Marcelo Chamusca conversa com elenco do Botafogo - Vitor Silva / Botafogo - Vitor Silva / Botafogo
Imagem: Vitor Silva / Botafogo

Após um início de temporada em que oscilou, o Botafogo busca conquistar a vaga na final da Taça Rio para aliviar um pouco a pressão e ganhar mais confiança para a disputa da Série B do Brasileiro.

As eliminações precoces na Copa do Brasil e no próprio Carioca fizeram com que o trabalho da diretoria e do técnico Marcelo Chamusca fosse contestado pela torcida, mas, até o momento, não há indícios de que uma ruptura possa acontecer.

O próprio treinador, depois da vitória contra o Macaé, na última rodada da Taça Guanabara, afirmou que iria disputar a Taça Rio com o intuito de levantar o troféu e aproveitar para fazer análises visando a competição nacional, grande objetivo em 2021. Chamusca, inclusive, apontou ter visto evolução na equipe após o empate do último domingo, contra o próprio Nova Iguaçu.

"Vi evolução significativa nesse aspecto de recuperar a bola, mas é é uma equipe em formação, com vários jogadores jovens que vão ficando ansiosos e atropelando em alguns momentos ações do jogo. A questão não é que o time é lento, trocamos passes com velocidade no primeiro tempo, mas a maior parte dos adversários joga contra a gente atrás da linha da bola, tira espaço e dificulta muito o jogo. A gente está em processo de entrosamento, de implantação de mecânica de jogo, de crescimentos e acaba errando passes", disse.

FICHA TÉCNICA
NOVA IGUAÇU X BOTAFOGO

Competição: Taça Rio, Campeonato Carioca
Data: 9 de maio de 2021, domingo
Horário: 18h (de Brasília)
Local: estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Alex Gomes Stefano
Assistentes: Rafael Gomes Rosa e Gabriel Bernardo Duarte

Nova Iguaçu: Luis Henrique; André Santos, Leonardo, Rafinha e Mezenga; Abuda, Vinicius, Anderson Künzel e Dieguinho; Yan e Luã. Técnico: Carlos Vitor

Botafogo: Douglas Borges; Jonathan, Kanu, Sousa e Paulo Victor; Rickson, Pedro Castro e Matheus Frizzo; Felipe Ferreira, Marco Antônio e Matheus Nascimento. Técnico: Marcelo Chamusca

Botafogo