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R$ 4 mi: Atlético-MG teve contas bloqueadas antes de acordo com Ronaldinho

Ronaldinho Gaúcho defendeu as cores do Atlético-MG entre 2012 e 2014 - Pedro Vilela / Agencia i7
Ronaldinho Gaúcho defendeu as cores do Atlético-MG entre 2012 e 2014 Imagem: Pedro Vilela / Agencia i7

Thiago Braga e Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo

23/04/2021 04h00

Um dia antes de celebrar acordo para pagar direitos de imagens devidos a Ronaldinho Gaúcho, a Justiça de Minas Gerais executou bloqueio nas contas do Atlético-MG e abocanhou R$ 4.395.163,13 do clube.

Às 10h30 de 6 de abril, a ordem do juiz Marcelo Paulo Salgado, da 36ª Vara Cível de Belo Horizonte, foi cumprida e houve a busca em 19 contas do clube mineiro para apreender R$ 6.329.444,25. Apenas cinco delas continham valores: no banco BMG foram encontrados R$ 174,81; na Caixa Econômica Federal, R$ 515,91; no banco Inter, mais R$ 1.205,88; no Santander, R$ 6.772,08; e no banco Mercantil, a maior quantia, R$ 4.386.388,75.

Em 7 de abril, dia seguinte ao bloqueio das contas do Galo, a Planet Invest, empresa de propriedade de Roberto Assis, irmão e agente do ex-jogador, e o Atlético-MG apresentaram para a Justiça o acordo. No documento, o clube mineiro reconhece ter dívida de R$ 6,7 milhões com o Bruxo —era pela Planet Invest que Ronaldinho recebia os direitos de imagem de seu contrato,

No documento, Ronaldinho liberou ao Atlético-MG os R$ 4.386.388,75 que foram bloqueados e aceitou a redução do valor da dívida, que caiu para R$ 6,2 milhões. Na última terça-feira (20), a Planet Invest recebeu R$ 400 mil do Galo. Além disso, a empresa receberá o saldo restante, R$ 5,8 milhões, em 30 parcelas, até outubro de 2023.

Segundo especialistas em direito trabalhistas ouvidos pela reportagem, Ronaldinho firmou acordo pouco usual, já que liberou o dinheiro penhorado, aceitando parcelar o débito. O mais comum em situações como essas é o credor ficar com um bem de garantia.

"É um acordo que deve ter sido efetuado na confiança da capacidade econômica do Atlético-MG e na atual presidência do clube. Todo acordo trabalhista de um atleta em um valor como este revela uma confiança na capacidade e na vontade do clube de efetuar o pagamento do débito", analisou o advogado trabalhista Higor Maffei Bellini.

Fato é que o acordo foi bom para o Galo, que deixou de perder de uma só tacada mais de R$ 4 milhões, transformando uma dívida de curto prazo em um um débito de médio prazo.

A informação do acerto entre R10 e o Galo foi publicada primeiro pelo GE e confirmada depois pelo UOL Esporte.

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