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Palmeiras terá de indenizar torcedores por rede no Allianz; cabe recurso

Visão da torcida visitante no Allianz Parque durante jogo entre Palmeiras e Bahia - André Lessa/Arquivo pessoal
Visão da torcida visitante no Allianz Parque durante jogo entre Palmeiras e Bahia Imagem: André Lessa/Arquivo pessoal

Éder Traskini e Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

21/04/2021 12h00

O Palmeiras e a WTorre terão de indenizar dois torcedores do Bahia que entraram na Justiça depois de se sentirem lesados por causa da má visibilidade no espaço reservado para a torcida visitante no Allianz Parque. Eles receberão R$ 2 mil. Ainda cabe recurso e o clube alviverde irá recorrer.

A partida em questão aconteceu em agosto de 2019, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, um grupo de aficionados procurou a Polícia Militar e a Ouvidoria para, ao menos, obter o dinheiro de volta, mas não tiveram sucesso. Eles pagaram R$ 110 pelo ingresso.

O UOL Esporte teve acesso à decisão proferida em 5 de abril pela juíza Lívia de Melo Barbosa, que condenou clube e construtora a pagarem indenização ao empresário Diego Tavares e à nutricionista Bruna Letícia por danos morais.

Diego Tavares, torcedor do Bahia, mostrando visão prejudicada no Allianz Parque - Arquivo pessoal/Diego Tavares - Arquivo pessoal/Diego Tavares
Diego Tavares, um dos torcedores indenizados
Imagem: Arquivo pessoal/Diego Tavares

"O dano moral restou devidamente configurado, pois a situação a qual foi submetida o consumidor, efetivamente, ultrapassa a seara do mero aborrecimento, configurando verdadeira lesão à personalidade passível, pois, de reparação", diz trecho da decisão.

Em contato com a reportagem, Diego Tavares informou que seu advogado ainda entrará com embargos de declaração para saber qual a decisão da juíza em relação aos danos materiais — como diária do hotel e valor dos ingressos, por exemplo.

"Foi uma péssima experiência. Eu, sempre que posso, costumo ir a alguns jogos do Bahia pelo país. E te digo seguramente que foi a pior experiência que tive em estádio. Nunca vi nada parecido em nenhum estádio do Brasil", disse Diego à época.

Na ocasião, o Palmeiras informou que a rede era exigência da Polícia Militar que consta no laudo de segurança do estádio para evitar que objetos sejam arremessados no campo ou no andar debaixo das arquibancadas.

A PM, por sua vez, esclareceu que "realiza vistorias técnicas nos estádios paulistas e elabora um laudo de segurança, no qual é recomendada a adoção de medidas de proteção nos setores que acomodam as torcidas visitantes".

Palmeiras havia vencido outras ações

Procurado pela reportagem, o Palmeiras informou que a rede da torcida visitante no Allianz Parque foi trocada antes mesmo da pandemia e que agora é feita por um material indicado pelo Procon, que prejudica menos a visão dos aficionados. O clube disse ainda que sofreu uma série de ações semelhantes e havia vencido a grande maioria delas. Foram 31 ações no total, com 23 vencidas pelo Verdão, quatro que ainda transitam e outras quatro em que o clube perdeu. A soma dos valores pedido nas ações foi de R$ 444 mil, dos quais, até aqui, o Palmeiras só precisou pagar R$ 7 mil.

A WTorre, por sua vez, emitiu o seguinte comunicado: "Agradecemos o contato da reportagem, mas neste momento a WTorre prefere não se manifestar, já que ainda cabe recurso ao processo".

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