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Como Taison poderá se encaixar no modelo de Ramírez no Internacional

Taison ganhou características e mudou sua forma de jogar na Europa - Reprodução
Taison ganhou características e mudou sua forma de jogar na Europa Imagem: Reprodução

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

16/04/2021 04h00

Taison será anunciado como jogador do Internacional em breve. A expectativa é que o Shakhtar Donetsk faça a homenagem que pretende ao brasileiro, e que o Colorado também produza e divulgue seu material de anúncio ainda hoje (16). O atacante de 33 anos retorna ao Beira-Rio com vínculo de dois anos e poderá se encaixar em mais de uma função no time de Miguel Ángel Ramírez.

Quando deixou o Colorado, há cerca de 11 anos, Taison atuava unicamente como segundo atacante. Poucas vezes tinha sido deslocado para ponta, flutuava entre o lado direito e o centro, buscando abastecer o centroavante ou mesmo concluir em gol. Suas características pessoais foram mantidas, mas os espaços de campo que ocupa passaram por uma adaptação forte ao longo do tempo.

No Metalist e depois no Shakhtar, Taison foi transformado em ponta. O jogador que dá amplitude ao time tanto pela direita quanto pela esquerda, de acordo com a preferência do treinador. Por ali, era responsável pelas arrancadas na mesma velocidade que mostrava no Beira-Rio, caracterizado por jogadas individuais. Ele também aperfeiçoou a conclusão, tanto de perto quanto de longe, se tornando uma de suas características mais latentes.

Por muito tempo foi o lado de campo o posto preferencial de Taison, mas a opção do centro surgiu conforme a idade chegou. Taison deixou de ser o jogador da amplitude para trabalhar do lado para o meio ou até centralizado, na linha de meio-campo. E tal função foi exercida durante algumas oportunidades nas últimas temporadas.

O Inter de Miguel Ángel Ramírez atua no 4-3-3. Embasado no "futebol de posição", o time costuma utilizar os pontas bem abertos, com os laterais auxiliando os meias mais por dentro. Neste cenário, Taison precisaria recordar a função que fazia anteriormente na Ucrânia, aproveitando a capacidade de conclusão com o pé invertido ao lado. Ou seja, atuaria preferencialmente na esquerda, posição hoje de Patrick.

Centralizado, Taison teria atribuições semelhantes às de Edenilson, deixando o meio-campo mais móvel e ofensivo. Porém, poderia desproteger Rodrigo Dourado, deixando o marcador quase solitário em funções defensivas.

Chute de média distância e entendimento de jogo

Desde o início de sua trajetória, Taison evoluiu em vários aspectos. Mas o principal deles foi na conclusão. Hoje, o jogador de 33 anos mostra uma capacidade muito interessante de concluir de longe. No Shakhtar, muitos de seus gols recentes ocorreram de fora da área, após trama com atacantes que fazem pivô.

Pesa em favor de Taison no jogo proposto por Ramírez o entendimento coletivo. Os anos de Europa transformaram o veloz e driblador atacante de 2010 em uma atleta que observa espaços e entende movimento, conseguindo antever avanços de colegas e movimentações da defesa. Assim, tanto na ponta esquerda quanto no meio, as duas funções que poderá executar, teria facilidade de adaptação.

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