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Nenê vê desconforto com vacinas da Conmebol: 'Saúde vem antes do trabalho'

Nenê, do Fluminense, se vê "desconfortável" com decisão da Conmebol de vacinar jogadores da Libertadores - Thiago Ribeiro/AGIF
Nenê, do Fluminense, se vê 'desconfortável' com decisão da Conmebol de vacinar jogadores da Libertadores Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/04/2021 14h49

A Conmebol recebeu da farmacêutica chinesa Sinovac uma doação de 50 mil doses de CoronaVac, vacina para coronavírus. A entidade máxima do futebol sul-americano deseja imunizar jogadores e delegações de suas principais competições como Libertadores e Copa América. Questionado sobre a decisão, o meia Nenê, do Fluminense, se disse "desconfortável" com a situação.

"É uma situação muito complexa. Nós não somos diferentes de ninguém. Nós continuamos trabalhando, tem pessoas que estão em casa... Acho que tem que ter um bom senso. Quando se trata de vidas, a saúde vem antes do trabalho. Não sei se me sentiria confortável não", admitiu o jogador de 39 anos.

Para sustentar sua posição, o camisa 77 do Tricolor defendeu que as prioridades sejam respeitadas, em que pese a exposição dos jogadores de futebol. Apesar dos atletas seguirem trabalhando, Nenê acredita que o melhor é ficar em casa.

"Todo cidadão, sendo mais novo ou mais velho, jogador ou não, pobre ou rico, todos são iguais. Acho que tem que ter as prioridades primeiro e depois a gente. Mesmo que estejamos sendo mais expostos que outras pessoas. Estamos trabalhando, mas em um ambiente seguro, com todos os protocolos de saúde. Estamos vendo que está sendo tranquilo, porque os estádios estão vazios. Nenhum jogador está tendo problema, é raro casos de reincidência. Acho uma coisa desconfortável essa coisa de termos prioridade", opinou.

O Fluminense está no grupo D da Libertadores com River Plate (ARG), Independiente Santa Fé (COL) e o vencedor de Bolívar (BOL) e Junior (COL) — confronto que será definido amanhã (15), às 21h30, após vitória dos bolivianos por 2 a 1 no jogo de ida. Caso a Conmebol decida usar doses com os atletas, em tese, o elenco tricolor seria imunizado.

As vacinas foram doações feitas pela Sinovac em negociação feita pelo governo do Uruguai e são capazes de imunizar 25 mil pessoas já que a CoronaVac exige duas doses. O governo do Uruguai tocou as tratativas, pois as companhias farmacêuticas não têm vendido para empresas privadas. No Brasil, também segue proibido vacinar de forma privada.

Confira todas as respostas da coletiva de Nenê:

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