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Abel Ferreira, sobre escalar Luiz Adriano: "Isso não é jogar Playstation"

Abel Ferreira durante entrevista coletiva da Supercopa do Brasil - Cesar Greco/ Palmeiras
Abel Ferreira durante entrevista coletiva da Supercopa do Brasil Imagem: Cesar Greco/ Palmeiras

Gabriela Chabatura

Colaboração para o UOL, em São Paulo

10/04/2021 16h01

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Abel Ferreira está "on fire". Horas antes da decisão da Supercopa do Brasil, contra o Flamengo, amanhã (11), em Brasília, o técnico do Palmeiras não teve papas na língua ao responder os questionamentos de jornalistas durante entrevista coletiva na tarde de hoje (10), no estádio Mané Garrincha. Questionado sobre a possibilidade de escalar Luiz Adriano, diagnosticado com a covid-19 no dia 1 de abril, ele foi enfático: não se escala jogador através de voto.

"Eu conto com aqueles que treinaram e se prepararam para esse jogo. Isso não é jogar Playstation. Isso não é estar em casa sentado e [dizer] agora eu escolho esse. E já que vocês aí vão escolher quem é o melhor jogador através de voto, eu ainda estou na espera no futuro de ver o treinador, treinar, e no futuro, não sei quando, vocês que estão em casa escolher o jogador. O treinador vai treinar durante a semana e vai lá pela votação dizer quem é o número 1, quem tiver mais votos joga. Número 2, quem tiver mais votos joga. E, assim no final, ninguém corneta ninguém", disse.

"O torcedor escolhe lá por votação os jogadores que querem e jogam eles. Mas mesmo com a tecnologia que está ainda dá para fazer substituição. Quem for eleito, sai e troca. Acredito que no futuro, não se vou estar aqui, mas vou lembrar que aquele idiota falou nisso. No futuro, vou ver quem está em casa escolher quem vai jogar, escolher quem vai substituir, e nós aqui treinando-os. Pelo menos assim, uma coisa é boa, ninguém vai cornetar ninguém", completou.

O comandante português também demonstrou um certo incômodo ao comentar sobre a posse de bola da equipe. Diante o Defensa y Justicia, pela primeira final da Recopa, o Verdão teve menos domínio com bola, apesar da vitória por 2 a 1, na grande Buenos Aires.

"Eu acho engraçado quando dizem isso porque nunca metem nesta equação o adversário. Se jogarmos com um adversário, claramente, com capacidade inferior à nossa, nós vamos ter de assumir o jogo seja de qual forma for. Eu costumo dizer que para haver uma boa dança, precisa haver um bom par. Portanto, o que eu posso dizer é que nós jogamos conforme o que o jogo dita e em função da qualidade do nosso adversário. Se jogamos contra um adversário que sabe que tem armas diferentes das nossas e que nos abaixa a linha e nos dá a bola para contra-atacar, nós temos que assumir o jogo porque é isso que nós gostamos. É disso que os jogadores gostam, jogar com a bola no pé. É isso que procuramos fazer a cada jogo".

"Agora, quando joga contra uma equipe contra o Defensa y Justicia, que é o campeão da Copa Sul-Americana, nós sabemos que as equipes argentinas são super competitivas, metem pressão em todos os momentos do jogo, logicamente, vamos ter mais dificuldades em ter a bola. E quando joga contra uma equipe que não tem os mesmos caras na frente pressionando, como eles, vai ter mais espaço para poder jogar. E o futebol hoje é intensidade. Hoje, quem não perceber que o futebol é intensidade, quer física ou mental, vai andar para trás. Nós nunca abdicamos de ter bola, porque queremos ter bola, mas como disse anteriormente, quero que os jogadores desfrutem desta final porque chegaram aqui através de todo o trabalho que fizeram. Estamos aqui para desfrutar desta final com responsabilidade e fazer tudo para ganhar essa final. E, como disse, ter o caráter, ter personalidade, ser competitivo para defender bem e atacar melhor. É isso que queremos e vamos fazer", encerrou.

Palmeiras e Flamengo fazem a decisão da competição a partir das 11h (de Brasília). O grande campeão vai faturar R$ 5 milhões, enquanto o vice ficará com R$ 2 milhões.

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