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Os números de Ramírez: Inter prefere 2º tempo, cruzamentos e divide gols

Miguel Ángel Ramírez, técnico do Inter, comanda o time em início de trabalho - Ricardo Duarte/Inter
Miguel Ángel Ramírez, técnico do Inter, comanda o time em início de trabalho Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

08/04/2021 04h00

Miguel Ángel Ramírez comandou o Internacional por seis jogos, sendo que em um deles ficou um pouco mais distante do reservado. E olhar para o time hoje é perceber o modelo de jogo do treinador espanhol cada vez mais vivo. Além do desempenho atingido e do caminho que ainda tem a seguir, os números mostram a preferência pelos gols no segundo tempo, a origem em cruzamentos, poucos gols sofridos em construções do rival e a divisão da artilharia.

A reportagem do UOL Esporte separou detalhes do 'novo Inter' em números e recortes que ajudam a entender como joga o time do treinador espanhol.

Aproveitamento alto

Até agora são quatro vitórias, um empate e uma derrota, com nove gols a favor e quatro sofridos, gerando aproveitamento de 72%.

Gols no segundo tempo

Dos nove gols feitos pelo Inter, sete aconteceram a partir dos 16 minutos do segundo tempo. Ou seja, 77,7% das bolas nas redes ocorreram neste período. O recorte preferido é entre o minuto 16 e o minuto 30 da etapa final, quando quatro gols foram marcados.

Os dois gols que ocorreram no primeiro tempo também carregam uma peculiaridade: ambos saíram nos minutos iniciais, antes dos 15 da primeira etapa.

Como saem os gols

Cinco gols do Inter nasceram de bolas pelo alto. O cruzamento para Yuri Alberto e o gol de Zé Gabriel contra o Ypiranga. O gol de Marcos Guilherme após falta contra o Novo Hamburgo. Os gols de Abel Hernández e Rodrigo Dourado diante do Brasil de Pelotas (um pelo alto e outro por baixo).

Ou seja, tanto em lances que nasceram de bola parada, quanto com a bola em jogo, o Inter prefere concluir a sua criação de oportunidades saindo dos lados para o centro. Dificilmente as jogadas foram tramadas totalmente por dentro. Apenas um gol nasceu de contra-ataque, mostrando a intenção de controlar o jogo proposta pela atual comissão técnica.

Quem marca e quem dá assistência

O goleador do time com Ramírez é Edenilson, com dois gols. Com um gol estão: Yuri Alberto, Zé Gabriel, Patrick, Marcos Guilherme, Galhardo, Dourado e Abel Hernández. São quatro atacantes, dois meio-campistas e um zagueiro na "artilharia compartilhada" do Colorado.

Rodinei é o líder em assistências com três, seguido por Mauricio com duas. Caio Vidal, Moisés e Edenilson aparecem com uma cada. Os laterais são responsáveis por quatro assistências, meio-campistas três e uma de atacante.

Gols sofridos: contra-ataque e pênaltis

Como é um time que se propõe a atacar o tempo todo, o Inter sofre com contra-ataques. Os dois gols sofridos de bola rolando que levou nasceram assim. Seja contra o Grêmio, no clássico do último sábado (3), ou diante do Ypiranga. Os outros dois gols sofridos, contra Ypiranga e Brasil de Pelotas, foram de pênalti.

Todos têm chance

Ramírez repete, sempre que questionado sobre suas escolhas, que usa o período do Campeonato Gaúcho para testes. Irá avaliar os jogadores e fazer experiências para detectar carências do grupo e firmar suas escolhas para o futuro. E é exatamente o que mostram os números.

Do elenco principal, apenas o zagueiro Pedro Henrique, o lateral direito Mazetti, o goleiro Vitor Hugo e o volante Johnny não tiveram chance de jogar sob comando do espanhol. O atleta mais utilizado é Victor Cuesta, com 450 minutos em campo. Em seguida vem Edenilson, com 445, e Zé Gabriel e Moisés, empatados com 360.

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