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Sem convencer, meia Otero não deve ter contrato renovado com o Corinthians

Otero durante atividade no CT Joaquim Grava  - Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
Otero durante atividade no CT Joaquim Grava Imagem: Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians

Yago Rudá

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/03/2021 04h00

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Titular no meio de campo nos últimos três jogos, o meia Rómulo Otero está com os dias contados no Corinthians. O jogador tem contrato até o meio desta temporada, e aguarda posicionamento da diretoria alvinegra quanto ao seu futuro. A cúpula do clube paulista ainda não bateu o martelo na negociação, o que dá esperanças ao atleta em permanecer no elenco, mas as chances são remotas.

Emprestado pelo Atlético-MG até 30 de junho, o venezuelano tem um custo-benefício considerado altíssimo, já que seus vencimentos estão na casa dos R$ 400 mil mensais. Desde sua chegada ao Corinthians, foram 27 partidas, com apenas dois gols e duas assistências. No período, o Timão fez 32 gols — o que significa que o meia-atacante participou ativamente de apenas 12% de toda a produção ofensiva da equipe nas partidas.

Outro ponto levado em consideração pela diretoria é a baixa efetividade nas cobranças de falta, considerada a especialidade do jogador. Otero ganhou notoriedade no cenário nacional com os gols de bola parada vestindo a camisa do Atlético-MG. No Timão, no entanto, o camisa 11 ainda não conseguiu desencantar neste tipo de lance. São 21 cobranças, mas apenas duas delas geraram defesas difíceis dos goleiros adversários. O levantamento é do aplicativo Sofascore, especializado em estatísticas.

Como o objetivo da nova diretoria corintiana é cortar gastos em 20% de todos os departamentos, uma possível saída de Otero significaria uma considerável economia

Os representantes do jogador têm boa relação com a cúpula alvinegra e ainda esperam a possibilidade de reviravolta na situação do venezuelano.

No atual cenário, não há nenhuma oferta do Corinthians para Otero - diferentemente do caso do equatoriano Cazares. O martelo ainda não foi batido pelo presidente Duílio Monteiro Alves e o restante da diretoria de futebol, mas o camisa 11 está ciente de que dificilmente permanecerá no CT Joaquim Grava no segundo semestre deste ano.

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