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Líder da Associação de Clubes marca reunião com governo e pleiteia mudanças

Francisco José Battistotti, presidente do Avaí, é o líder da Associação Brasileira de Clubes de Futebol - Alceu Atherino / AVAÍ F.C.
Francisco José Battistotti, presidente do Avaí, é o líder da Associação Brasileira de Clubes de Futebol Imagem: Alceu Atherino / AVAÍ F.C.

Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo

04/03/2021 17h22

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O presidente do Avaí, Francisco José Battistotti, foi eleito o mandatário da Associação Brasileira de Clubes de Futebol na última terça-feira (2). No novo cargo, tem a incumbência de dialogar com CBF e governo federal em busca de soluções melhores para clubes do país.

A nova entidade conta com cinco clubes da Série A, 15 da Série B e três da Série C. O propósito do grupo é negociar questões referentes ao esporte e melhorar as condições dos clubes. Dentre as pautas, estão conversas com o secretário de esportes nomeado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e também com a CBF.

"Nós formamos em 2020 uma união de clubes de Série B, selamos um protocolo que os clubes da Série B estariam unidos em qualquer circunstância, são aqueles clubes médios e aqueles que batem e voltam na Série A. Essa união foi produtiva, tanto que resolvemos coisas na Série B. Quando começamos a fazer o estatuto, alguns clubes da Série A quiseram participar. Referendamos o Estatuto e ontem fizemos a eleição da Associação de Clubes do Futebol Brasileiro", afirmou Francisco José Battistotti em entrevista ao UOL Esporte.

Dentre as pautas debatidas pelo grupo, estão a negociação de direitos de televisão, direitos de arena, refinanciamento do Profut (programa de pagamento de dívida tributária dos clubes) e artigos da Lei Pelé. O presidente da Associação explica o que os clubes pleiteam:

"Queremos negociar em conjunto os direitos de televisão, uma discussão sobre aquela MP (Medida Provisória) do mandante. Estão para aprovar uma MP em que deveria ser incluído para os árbitros uma parcela de 5% do direito de arena. É um absurdo, porque quem faz o futebol brasileiro é o clube. Querem dar agora pra árbitro e treinador. Já pagamos um valor de direito de arena aos atletas. Nós queremos ser parceiros da CBF, não queremos atrito com a CBF, mas precisamos solucionar isso", disse Battistotti, que ainda acrescentou:

"Vamos conversar com o secretário de esportes para falar sobre o direito de arena e sobre o Profut. Queremos refinanciamento [do Profut]. Muitos clubes foram excluídos do Profut durante a pandemia [do novo coronavírus] por falta de pagamento. Esse refinanciamento seria feito após a pandemia. É o que a gente quer. Pedimos, na semana que vem, uma reunião com o secretário de esportes e seremos atendidos", afirmou o dirigente.

Battistotti preocupa-se também com um artigo da Lei Pelé. Ele queixa-se da obrigação de pagar a totalidade do valor determinado em contrato ao rescindi-lo com um jogador. O presidente do Avaí crê que este termo beneficia os atletas.

"A Lei Pelé também será discutida. É impossível os clubes contratarem e pagar jogadores que não produzem até o fim do contrato. Eu tenho um atleta aqui que foi contratado no ano passado, com dois anos de contrato, jogou pouco tempo e tem um valor muito alto por minuto. Se eu quiser demiti-lo, terei que pagar 100% do contrato. Isso dificulta os clubes", concluiu.

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