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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

RMP: Diante das circunstâncias do clássico, o 2 a 2 foi bom para todo mundo

Do UOL, em São Paulo

03/03/2021 22h54

Classificação e Jogos

Jogando o primeiro clássico do Campeonato Paulista 2021, Corinthians e Palmeiras empataram em 2 a 2, em um jogo marcado por muitos desfalques, no Alvinegro devido ao surto de covid no elenco, e no Alviverde pela final da Copa do Brasil a jogar no domingo, e a chuva torrencial na Neo Química Arena acabou também alterando o ritmo de jogo já no primeiro tempo.

No Fim de Papo, live pós-rodada do UOL Esporte, os jornalistas Vinicius Mesquita, José Trajano, Débora Miranda e Renato Maurício Prado analisam o clássico e os momentos dos dois times, além dos demais destaques do futebol neste meio de semana, com o São Paulo goleando a Inter de Limeira e o início do Campeonato Carioca com o Flamengo usando apenas jogadores jovens.

Renato avalia que a forte chuva em São Paulo foi um fator determinante para o andamento do clássico e considera que o Palmeiras era melhor quando o gramado ainda tinha boas condições, mas o time corintiano se recuperou no pior momento da chuva e conseguiu a igualdade no segundo tempo para deixar o jogo com os dois times sem correr tantos riscos.

"O jogo foi dividido em antes do dilúvio, durante o dilúvio e depois do dilúvio. Porque antes do dilúvio, o Palmeiras estava dando um chocolate no Corinthians, essa é que é a verdade. Enfim, estava dando um banho de bola no Corinthians, fez 2 a 0 com enorme facilidade até que a chuva apertou e virou um dilúvio", afirma Renato.

"No meio desse dilúvio, por isso é que eu digo, durante, o Corinthians conseguiu marcar o primeiro gol e levar o jogo para o intervalo com 2 a 1, que era um placar muito mais palatável do que aquele 2 a 0 com o banho de bola do Palmeiras. Na volta do segundo tempo o Corinthians volta mais ligado, consegue um belo gol do menino e aí realmente a sensação que eu tenho é que os dois times disseram assim: vamos jogar aqui, tocar a bola, o negócio está bom", completa.

O jornalista cita os desfalques que os dois times tiveram e afirma que nas condições do primeiro clássico disputado na nova temporada — com o Palmeiras ainda tendo uma final da temporada 2020 a fazer —, o resultado ficou de bom tamanho para as equipes de Vagner Mancini e Abel Ferreira.

"O Abel fez um monte de substituições, não custa lembrar que o time do Palmeiras já era reserva, era um time inteiro reserva e o do Corinthians muito mais ainda porque assolado por essa epidemia de covid, que, lembre-se, o Flamengo teve até pior e foi obrigado a jogar contra o Palmeiras no Campeonato Brasileiro", diz Renato.

"Hoje eu acho que o Palmeiras e o Corinthians depois do 2 a 2, até também por causa do estado do gramado, estava difícil jogar, no segundo tempo melhorou um pouco, mas ainda estava muito pesado o campo, aí mais ou menos houve uma certa acomodação e acabou sendo 2 a 2, que me parece que diante das circunstâncias acabou sendo bom para todo mundo", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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