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Renato defende futebol em meio à pandemia: "é o lugar mais seguro"

Lucas Uebel/GRÊMIO FBPA
Imagem: Lucas Uebel/GRÊMIO FBPA

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

03/03/2021 23h13

Renato Gaúcho discordou de Lisca, treinador do América-MG, e defendeu a manutenção do calendário do futebol brasileiro em meio à nova onda de covid-19 no país. Após a vitória sobre o Brasil de Pelotas pelo Gaúchão nesta quarta-feira, o técnico do Grêmio afirmou que os testes frequentes nos elencos e o isolamento das concentrações tornam o ambiente seguro. Além disso, Portaluppi afirmou que os jogos ajudam a manter parte da população em casa.

Hoje (3), o Brasil registrou novo recorde de mortes informadas em 24h. Foram 1.840 óbitos.

Porto Alegre confirmou a transmissão doméstica da variante P1 da covid-19. Ou seja, a mutação do vírus já se propaga em solo gaúcho. O alerta epidemiológico emitido pelas autoridades sanitárias identificou 21 moradores da capital gaúcha com a nova cepa da doença.

"É uma situação delicada, né? Muito delicada. Essa variante está em todo lugar. Muita gente que trabalha e está com comércio fechado critica que o futebol está andando. Uma coisa é que o futebol prende as pessoas em casa, isso é um fato positivo. E quem trabalha no futebol é capacitado, pelo menos na maioria das vezes. Hoje, o lugar mais seguro é o futebol. O futebol, para quem não sabe, nos testa a cada três dias. Muitas vezes, a cada dois dias. No momento que alguém tem sintomas da covid é separado e mandado para casa. O departamento médico do Grêmio é muito bom e tem tido todo cuidado", comentou o treinador.

"Muitas pessoas podem falar que somos muitos no mesmo lugar, mas todas essas pessoas estão negativadas. E não são só jogadores, mas todos os funcionários. Ninguém se aproxima do grupo de jogadores porque os seguranças não deixam. Justamente para alguém lá de fora não trazer para cá. É ruim, é ruim o que o mundo está passando", comentou Renato.

No Rio Grande do Sul, sete das 21 regiões criadas para monitorar a pandemia estão com colapso na rede de saúde. A ocupação de leitos de UTI nos hospitais gaúchos é de 100,3% segundo dados do Governo.

Mais cedo, antes de partida do América-MG, Lisca criticou a CBF por marcar as datas de partidas da Copa do Brasil, com deslocamento entre estados.

"Eu adoro o Lisca e cada um tem sua opinião. Mas o futebol é o local mais seguro, não que seja 100%. Mas a gente está fazendo, entre aspas, um favor ao povo. Estamos trabalhando, mas, no momento que a gente joga, a gente ajuda o torcedor a ficar em casa. Não quer dizer que a gente está 100% garantido. Não pode parar tudo no país. Daqui a pouco, a pessoa fica em casa, mas pode morrer de fome. É difícil, é difícil? Cada um tem uma opinião", concluiu.

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