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Maradona: médicos citaram 'demência alcoólica' em troca de mensagens

Ex-jogador morreu em novembro, mas teses sobre sua saúde ainda geram uma série de incertezas na Argentina - Marcos Brindicci/Getty Images
Ex-jogador morreu em novembro, mas teses sobre sua saúde ainda geram uma série de incertezas na Argentina Imagem: Marcos Brindicci/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

23/02/2021 12h28

Três meses depois, a morte de Diego Maradona ainda repercute e gera polêmica na Argentina. Desta vez, o jornal Pagina 12 detalhou alguns diálogos da equipe médica que acompanhou os últimos meses de vida do ex-jogador.

Segundo o veículo, o doutor Leopoldo Luque - que falsificou assinaturas do astro -, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, por meio de mensagens trocadas no final de outubro, usaram os termos "demência alcoólica" e "Mal de Parkinson" para definir o estado de saúde do argentino - pouco tempo depois, ele foi internado para a realização de uma cirurgia na cabeça.

A revelação se dá após as autoridades confiscarem os celulares dos médicos envolvidos, que estão sendo investigados por possíveis negligências envolvendo a morte do paciente.

Outro destaque dado pela Pagina 12 se dá no dia 29 de outubro, véspera do aniversário de 60 anos de Maradona.

"O aniversário está chegando. É preciso reduzir a medicação a ele para que fique apresentável", diz um dos integrantes, que não foi identificado. No dia 30, o então treinador do Gimnasia chegou a comandar uma parte do jogo da equipe, mas saiu antes do apito final após passar mal.

Por fim, o jornal mostra que entre os dias 20 e 25 de novembro, quase não houve troca de mensagens entre os médicos. "Nenhum dos profissionais vai ver Maradona naquele longo fim de semana de 21, 22 e 23 de novembro, algo que parece mais do que impróprio para a situação."