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Blogueiros: O que explica desempenho ruim do Palmeiras no Mundial?

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante a partida contra o Al Ahly - Picture alliance via Getty Images
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante a partida contra o Al Ahly Imagem: Picture alliance via Getty Images

Do UOL, em Santos (SP)

12/02/2021 12h02

Classificação e Jogos

O Palmeiras voltou ao Brasil com o amargo quarto lugar no Mundial de Clubes. Depois de jogar mal e perder do Tigres-MEX nas semifinais, o time alviverde voltou a apresentar um futebol ruim contra o Al Ahly, do Egito, foi derrotado nos pênaltis e não conseguiu ficar sequer com o terceiro lugar do torneio.

O que explica o desempenho ruim do Palmeiras no Mundial? Fizemos essa pergunta aos colunistas do UOL Esporte. Veja o que eles pensam:

Basicamente o repertório limitado. Mesmo considerando todas as atenuantes - pouco tempo de trabalho do Abel Ferreira, desgaste, fuso horário, tensão, covid...
ANDRÉ ROCHA

O desafio era superar a lógica e levantar a taça. Ficando de fora da final, a decisão de terceiro ou quarto se tornou sem sentido. O que se precisa entender é por que o Palmeiras vem com uma sequência ruim de jogos (mesmo tirando a decisão de terceiro lugar).
ANDREI KAMPFF

Um time cansado, que jogou todas as partidas disponíveis no ano e que tinha toda a pressão em cima dele. Além disso, o Palmeiras está com o treinador há só três meses e sem conseguir um dia de treino sequer. O desempenho foi muito ruim e mostrou a falta de opções em alguns setores, mas isso não diminui em nada as conquistas recentes.
DANILO LAVIERI

Um time inseguro, que não soube estar à altura dos adversários que enfrentou como já havia acontecido no jogo de volta com o River Plate e na decisão da Libertadores contra o Santos, quando não jogou bulhufas e teve a sorte de o Santos também ter se acovardado.
JUCA KFOURI

Time já vinha em queda de produção e o calendário atrapalhou. Abel não poupou os titulares no Brasileiro, e com razão porque só obteve vaga na Libertadores 2021 ganhando essa competição e poderia precisar do Brasileiro para isso. Ressaca do título e viagem longa são fatores, mas há mais: Abel não escalou bem o time na final da Libertadores e também contra o Tigres. Patrick de Paula e Willian deveriam ter sido titulares. Mas temos que lembrar também que Abel Ferreira tem pouco mais de três meses de trabalho apenas e o time teve bons lampejos. É promissor o trabalho.
MARCEL RIZZO

Um time de repertório curto, cujo treinador não teve o tempo ideal para trabalhar, de fato, mas nem isso justifica o estágio da equipe em seu jogo coletivo e as más e exibição, antes mesmo da viagem ao Catar. O fato de ter, ainda assim, ter conquistado a Libertadores mostra o quão necessário é ser crítico quanto ao futebol praticado no Brasil e na América do Sul.
MAURO CEZAR

Acontece que o desempenho do Palmeiras não foi ruim apenas no Mundial. Nos últimos tempos, o Verdão teve apenas duas boas apresentações: a inexplicável goleada diante do River, na Argentina, e o chocolate para cima do frágil Corinthians. No Catar, o Verdão apenas escancarou que levou a Libertadores com muita sorte e pouca bola.
MILTON NEVES

Acredito que os desgastes físico e emocional aliados ao bom nível dos adversários influenciaram no desempenho do Palmeiras. A combinação desses fatores tirou velocidade e capacidade de criação de jogadas do time.
PERRONE

Conquistar a Libertadores exigiu bastante do Palmeiras. O time mal teve de comemorar, descansar e já viajou para o Qatar, pressionado por um título que tanto sua torcida deseja. Não houve tempo para o time virar a chave e focar no Mundial. Em campo, a equipe de Abel não correspondeu. Faltou, talvez, um empenho maior pela importância do torneio.
RODOLFO RODRIGUES

Acho que a origem vem antes do Mundial. O Palmeiras só fez um bom jogo depois dos 3x0 sobre o River, justamente a goleada no Corinthians. Vem em queda de desempenho e diversos fatores podem explicar. O time não conseguiu progredir da forma esperada. Tem a questão do tempo escasso de trabalho, desgaste pela maratona de jogos também. Mas o principal problema pra mim foi a estratégia adotada em jogos decisivos. O time foi excessivamente cauteloso. Ganhou a Libertadores assim, mas apresentou muito menos do que poderia. Tentou a mesma postura diante do Tigres e não deu certo. A partir disso ficou muito abalado mentalmente e entrou totalmente sem confiança diante do Al Ahly.
RODRIGO COUTINHO

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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