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Atlético-MG: Dirigente exalta título no sub-20 e vê jovens no profissional

Galinho venceu o Athletico-PR nos pênaltis e se sagrou campeão do Brasileiro sub-20 - Lucas Figueiredo/CBF
Galinho venceu o Athletico-PR nos pênaltis e se sagrou campeão do Brasileiro sub-20 Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

27/01/2021 04h00

Classificação e Jogos

As novas diretrizes de trabalho que são implementadas no Atlético-MG indicam que o departamento de futebol da base pode passar por mudanças em breve, possivelmente com a troca de comando, hoje na mãos de Júnior Chávare. Enquanto não há uma definição efetiva, o atual coordenador da pasta colhe os frutos do trabalho em um ano complicado pelos efeitos da pandemia da Covid-19.

No último domingo (24), o Galo se sagrou campeão do Campeonato Brasileiro sub-20. O título veio após cobranças de pênaltis contra o Athletico-PR, com vitória do Galinho — como é carinhosamente chamado o time júnior — por 5 a 4 nas penalidades, após derrota por 1 a 0 no tempo normal da partida de volta. No jogo de ida houve vitória mineira por 2 a 1, e pela igualdade de gols o troféu foi definido nas cobranças de penalidades.

"Essa conquista traduz bem todo envolvimento e comprometimento que tivemos neste processo de reestruturação das categorias de base do Atlético-MG, culminando com a conquista do Brasileiro sub-20. Trata-se de uma competição extremamente difícil e de altíssimo nível, foi praticamente um jogo a cada quatro dias. Essa taça coroou o trabalho de um grupo que está preparado para fazer a transição para o time profissional. Tenho certeza que em breve teremos vários desses atletas na equipe principal, e a massa atleticana terá muito orgulho disso, com certeza", disse Júnior Chávare.

O coordenador da base atleticana destacou o trabalho com os garotos de uma forma mais ampla, principalmente no ano da pandemia, que gerou impactos psicológicos fortes nos atletas pela mudança brusca de rotina, na vida, a ausência do calendário regular e o distanciamento social.

"Acredito que tudo começou lá atrás, desde a nossa chegada, passamos por planejamento estratégico e projeto. Com a pandemia, nos preocupamos muito desde o começo com a questão social e psicológica, pois a vida mudou de repente para cada um de nós e sabíamos que esses meninos poderiam precisar de um acompanhamento, que foi o que aconteceu. Montamos um plano monitorado de atividades físicas, técnicas e até sociais, com reuniões online semanais envolvendo tudo e todos: treinadores, preparadores físicos, coordenação, assistente social, pedagogia e psicologia, coordenador técnico, coordenador mercadológico, além da própria direção", explicou, citando que o trabalho criou algo muito importante, que é a identificação dos jogadores com a proposta do clube.

"Também é necessário citar aqui o DNA alvinegro, que colocamos em prática a partir de meados de 2020 e contou com apoio e assistência de todos os profissionais do clube. As pessoas até podem afirmar: mas todos os clubes já fazem isso. Na prática, não é bem assim o que acontece. O DNA alvinegro busca, de fato, resgatar as origens e aquilo que o atleta tem de melhor, com um acompanhamento mais preciso e individualizado de suas valências. Seguimos protocolos e metodologias das mais diferentes áreas do clube justamente para extrair o melhor de cada profissional. É um investimento que vai ter frutos a médio e longo prazo", explanou.

Sem saber como ficará sua situação, se permanecerá ou deixará o Galo, Chávare já recebeu contato de clubes da Série A do futebol brasileiro, segundo apurou o UOL Esporte. O dirigente ressaltou a seriedade do trabalho feito na base alvinegra.

"Vale destacar também a captação agressiva e contundente feita pelo clube, com investimentos pontuais e a remodelagem completa de jogadores abaixo dos 16 anos. Hoje, o Atlético-MG tem o monitoramento completo de tudo o que acontece em todos os clubes das Séries A, B e C", finalizou.

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