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Artilharia da Arena e Mancini. Como Jô luta contra pressão no Corinthians

Jô, Leo Natel e Fagner comemoram gol do camisa 77 na vitória do Corinthians contra o Sport - Marcello Zambrana/AGIF
Jô, Leo Natel e Fagner comemoram gol do camisa 77 na vitória do Corinthians contra o Sport Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/01/2021 04h00

O atacante Jô sofre pressão de parte da torcida e críticos para que seja barrado do time titular do Corinthians. A pressão, aliás, aumentou bastante após a goleada sofrida no clássico contra o Palmeiras, mas diminuiu após o camisa 77 fechar o placar na vitória contra o Sport na última quinta-feira.

A maioria alega que o jogador está pesado e sem condição física para atuar no comando do ataque. Apesar da pressão, Jô reage com foco e liderança em campo. Além disso, o centroavante tem total apoio e confiança do técnico Vagner Mancini para se manter no time titular.

Além da confiança do treinador, Jô tem como motivação a chance de terminar 2021 como o maior artilheiro da história da Neo Química Arena. Com o gol marcado contra o Sport, Jô chegou a 22 gols em Itaquera, dois a menos que Jadson, o segundo maior artilheiro da Arena, com 24 gols, e cinco a menos que Romero, o maior goleador do estádio, com 27 gols.

Vale ressaltar que Romero atuou 103 vezes na Arena, e Jadson 112, enquanto Jô entrou atuou em apenas 43 jogos.

Com a confiança de Mancini, Jô deve se manter titular para alcançar a marca histórica. O treinador corintiano é solidário ao centroavante. Mancini já declarou que o atacante estreou de forma precipitada - se referindo a Tiago Nunes, que teria escalado Jô nas finais do Campeonato Paulista de 2020, sem condições físicas ideais.

Além disso, Mancini lembra que Jô também foi prejudicado pela covid-19, já que perdeu o ritmo de jogo e treinamentos por conta do isolamento.

"O Jô sofreu ao longo de toda a temporada, embora tenhamos virado o ano, a temporada não acabou. Sofreu porque vinha de inatividade, teve que jogar rapidamente em função de lesão de outros, pegou Covid, voltou, teve interrupções. Exalto à vontade, o profissionalismo, brigou, treinou em dois períodos, vem buscando melhora. Fatalmente o Jô vai sentir porque o lastro foi interrompido", afirmou Mancini, que deixou o centroavante em campo os 90 minutos contra o Sport.

"Pelo que estou vendo no dia a dia, parte técnica, tática, emocional, estou muito satisfeito. Ele pode melhorar e vai melhorar, quando tiver um lastro maior não vai sofrer tanto. Foi uma opção minha segurar ele por 90 minutos, ele me chamou dizendo que estava cansado, mas a tendência do Jô é melhorar a cada dia, embora a sequência de jogos judie um pouquinho dele", completou.

Para o duelo contra o Red Bull Bragantino, amanhã (25), na Neo Química Arena, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, Jô pode ter um novo companheiro no setor ofensivo. Isso porque Otero, recuperado de Covid-19, está a disposição de Mancini. No entanto, o treinador não confirmou se o venezuelano volta como titular, já que Mateus Vital, seu substituto, marcou três gols em quatro jogos.

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