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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Arnaldo: "Santos é o queridinho, 'é Brasil', e o Palmeiras pode usar isso"

Do UOL, em São Paulo

15/01/2021 15h31

O Santos chegou à final da Libertadores com o domínio do jogo diante do Boca Juniors, na Vila Belmiro, após o empate em Buenos Aires, enquanto o Palmeiras venceu fora o River Plate também por 3 a 0, mas passou apuros em seu estádio contra o time argentino e se garantiu após a derrota por 2 a 0, em jogo com VAR e diversas situações de perigo criadas pelo time de Marcelo Gallardo, que pararam na defesa e no goleiro Weverton.

No podcast Posse de Bola #91, Arnaldo Ribeiro afirma que, mesmo que o encontro entre os rivais na final da competição continental se desse sem a atuação de gala do time de Cuca, entre os torcedores de outros clubes há uma rejeição menor e uma preferência pelo time da Vila Belmiro e que esse apoio indireto ao Santos pode servir de combustível para o Palmeiras na decisão do dia 30, no Maracanã.

"Resumindo, quem não é palmeirense, vai torcer pro santos na final mesmo, mesmo que o Santos não fosse um time espetacular nas últimas rodadas. Acontece isso, é uma coisa natural, o Santos não tem rejeição, o Palmeiras tem muita rejeição. Isso pode ser explicado por diversos fatores, localização, Pelé, mil situações, mas o fato é que se a gente nem considerasse o que veio na semana, essas duas últimas exibições, já teria, digamos, a torcida, seria o queridinho na final", afirma Arnaldo.

"O 'Santos é o Brasil na Libertadores', dá para fazer, esse slogan, que nunca serviu para nada, nunca foi na prática aplicável, eu acho que se aplica agora numa final brasileira entre dois grandes, mas um com uma característica e outro com outra característica. Agora, são 15 dias entre essa celebração nacional em relação ao Santos e a final, e acho que o Palmeiras pode usar isso muito bem, acho que já está usando", completa.

O jornalista também afirma que o Palmeiras seria apontado como o favorito caso não tivesse jogado tão abaixo no Allianz Parque contra o River Plate na véspera do jogo no qual o Santos não deu chances ao Boca Juniors, na Vila Belmiro, mas a atuação santista acaba deixando de lado a 'obrigação' palmeirense pela questão financeira e um momento mais estável na administração do clube.

"Não fosse essa discrepância nas últimas partidas, o Palmeiras deveria levar o favoritismo para a final pelo investimento que tem, pela folha de pagamento que tem, pelas condições que tem, pela obsessão que tem com a Libertadores, por tudo, pela influência nos bastidores, por tudo. O Palmeiras tem, em tese, a obrigação de ganhar esse campeonato em relação ao seu adversário, mas a atuação do Santos foi tão soberba que diluiu muito todo esse contexto", afirma Arnaldo.

Palmeiras tem calendário com jogos grandes pelo Brasileiro

Outro fator que pode pesar até o confronto é a quantidade de jogos, com o time de Abel Ferreira indo mais a campo antes da final e tendo pela frente adversários como Grêmio, Corinthians e Flamengo em um curto intervalo, além de estar ainda dependendo das próprias forças na disputa do título brasileiro.

"Nesses 15 dias o Palmeiras ainda faz um jogo a mais do que o Santos pelo Brasileiro e esses jogos do Brasileiro do Palmeiras são jogos muito graúdos, tem o Grêmio agora, tem o Corinthians na segunda e tem o Flamengo na quinta, e acho que não vai ser o Palmeiras da final da Libertadores nessas três partidas, mas acho que essas três partidas, mais do que 'o Palmeiras está vivo nas três competições', mas essas partidas que antecedem a Libertadores 'servirão' de preparação para a grande final", diz Arnaldo.

"Para o grande momento do Palmeiras nos últimos tempos, o Palmeiras, o primeiro dinheiro investido pela patrocinadora do Palmeiras era visando chegar a uma final de Libertadores e o Palmeiras está na final da Libertadores, então vai fazer tudo para ganhar. Acho que, em termos de equipe, tem esses adversários gigantes no Brasileiro para fazer ajustes, nenhum deles é igual ao Santos como característica, mas serve para recuperar ao menos a autoestima, a confiança de alguns jogadores, que pareciam anestesiados contra o River Plate, ninguém jogou, só o goleiro, só o Weverton foi bem", conclui.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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