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Blogueiros: Por que Palmeiras mudou tanto de um jogo para o outro?

Abel Ferreira acompanha Palmeiras x River Plate, jogo da semifinal da Libertadores - AMANDA PEROBELLI / POOL / AFP
Abel Ferreira acompanha Palmeiras x River Plate, jogo da semifinal da Libertadores Imagem: AMANDA PEROBELLI / POOL / AFP

Do UOL, em Santos (SP)

13/01/2021 14h17

Classificação e Jogos

Na Argentina, o Palmeiras tomou conta do jogo e venceu o jogo de ida da semifinal da Libertadores por 3 a 0. Na noite de ontem (12), no Allianz Parque, o time de Abel Ferreira foi dominado pelo River Plate e contou com o auxílio do VAR para perder 'só' por 2 a 0 e avançar à grande decisão.

Por que o Palmeiras mudou tanto de um jogo para o outro? Os colunistas do UOL Esporte tentaram explicar. Confira:

A "síndrome" de Davi x Golias típica dos times brasileiros, que odeiam favoritismo. Palmeiras se agigantou como "zebra" em Avellaneda e não soube administrar a vantagem e o natural favoritismo em casa. Entrou disperso, desconcentrado e entrou em parafuso com o primeiro gol do River.
ANDRÉ ROCHA

Palmeiras decidiu repetir estratégia e apostar em contra-ataque, e acabou entregando bola para o River. Time argentino tirou a velocidade do Palmeiras e, com a bola, cresceu em confiança e no jogo. Mérito da estratégia do Gallardo e também de uma autoconfiança argentina que impressiona. Times de lá acreditam sempre que tudo é possível no futebol.
ANDREI KAMPFF

Não há explicação melhor do que a dada pelo próprio técnico citando o estado anímico. O Alviverde começou sofrendo como foi na Argentina, mas desabou na hora que sofreu o primeiro gol e ainda perdeu Gustavo Gómez na sequência.
DANILO LAVIERI

Inconsistência. Essa é a palavrinha que serve para o Palmeiras e todos os times brasileiros. Não é um time com tempo, seja de treino ou de competição. Experiência, como diz Abel, só se ganha com o tempo. Tempo que ninguém tem aqui. Natural que seja uma. No cravo, outra na ferradura. Na Argentina, o River era bem superior até sofrer o primeiro gol. Foi o melhor time durante três dos quatro tempos. Mas, quando foi melhor, o Palmeiras destruiu o rival. Os altos e baixos são constantes e atingem todos.
JULIO GOMES

No jogo da Argentina Abel conseguiu, com um meio de campo com três garotos, dar qualidade na saída rápida que foi fundamental na construção dos 3 a 0. Em São Paulo, Gallardo colocou três zagueiros e liberou seus alas. Abel não conseguiu neutralizar isso: Scarpa ficou sem função na ponta esquerda e Gabriel Menino, escalado ontem para ajudar Marcos Rocha na direita, deveria ter sido deslocado para o meio, para ajudar Danilo e Zé Rafael. O River ganhou o jogo ontem no meio de campo.
MARCEL RIZZO

A postura tática covarde adotada por Abel Ferreira. Colocou o time para segurar o resultado conseguido no primeiro jogo. E quando o River fez o primeiro gol, o time se desmanchou em campo.
MENON

A zebra mesmo foi na Argentina. O River entrou em parafuso após a gigantesca falha do goleiro Armani e jogou a goleada no colo no Palmeiras. No Allianz, o Verão entrou em campo com a sensação de que enfrentaria a mesma moleza, não viu a cor da bola e merecia ter sido eliminado.
MILTON NEVES

Difícil explicar. Mas acredito que isso aconteceu principalmente por duas razões: posicionamento e estado emocional. No primeiro jogo, o Palmeiras se posicionou bem, ocupando os espaços no meio-campo, neutralizando a armação do River e e sendo rápido quando recuperava a bola. Além disso, foi frio e forte emocionalmente. Na segunda partida, o alviverde recuou, chamando os argentinos perigosamente para seu campo, e demonstrou nervosismo incompatível com a vantagem que tinha na disputa.
PERRONE

Essa é uma pergunta que só o Abel Ferreira pode responder. E talvez nem ele tenha o diagnóstico preciso. Porque no jogo em que seria até compreensível um certo nervosismo, o primeiro, em Avellaneda, a equipe se portou como autêntica campeã; já na partida que tinha tudo para esbanjar tranquilidade, em vasa e com a vantagem de 3 a 0, a bola parecia queimar nos pés dos palmeirenses. Nos dois jogos, a ideia foi dar campo para o River e usar os contra-ataques em velocidade. Na Argentina, funcionou perfeitamente. No Allianz, um desastre total. A melhor explicação para tal disparidade pode estar na atuação do adversário: medíocre em casa e avassalador fora. Como o próprio Palmeiras, aliás. O saldo de gols valeu a vaga para o Palmeiras.
RENATO MAURÍCIO PRADO

Em Avellaneda, o River começou o jogo dessa mesma forma, pressionando, criando e tendo mais posse de bola. Mas o Palmeiras foi eficiente nos contra-ataques e a cada gol derrubava mais o time de Gallardo. Em São Paulo, o Palmeiras não agrediu. Jogou pra segurar o resultado apenas. Teve medo de se expor, mas isso não adiantou, já que o time foi amassado durante os 90 minutos. A enorme vantagem de 3 x 0 fez com que o time também não jogasse da maneira habitual.
RODOLFO RODRIGUES

Na realidade não houve diferença alguma em termos de estratégia. Foi exatamente a mesma do jogo na Argentina. Dar a bola ao River, se fechar em um 5-4-1 e apostar nos contra-ataques ou ligações diretas. O que faltou foi uma alternativa após o primeiro gol do time adversário. O time sentiu demais mentalmente e acabou não repetindo o que vinha fazendo bem até os 25 minutos. Abel não apresentou nenhuma alternativa com a bola rolando e chegou muito perto da eliminação. Poderia ter acrescentado jogadores com mais capacidade de retenção de bola. Raphael Veiga e Lucas Limas eram boas opções já no intervalo.
RODRIGO COUTINHO

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