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Henrique mantém equilíbrio entre elogios e críticas: "Sou cria do Vasco"

Lateral esquerdo Henrique deu uma assistência e salvou duas bolas em cima da linha nos últimos dois jogos do Vasco - Rafael Ribeiro / Vasco
Lateral esquerdo Henrique deu uma assistência e salvou duas bolas em cima da linha nos últimos dois jogos do Vasco Imagem: Rafael Ribeiro / Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

12/01/2021 16h06

No profissional do Vasco desde 2013, Henrique sabe muito bem o que é viver os dois lados da moeda no clube onde foi revelado. Após um período de muitas críticas, o lateral ganhou um voto de confiança do técnico Vanderlei Luxemburgo e foi bem nos últimos dois jogos, dando uma assistência a evitando dois gols em cima da linha, um em cada partida. Mais experiente aos 26 anos, ele mantém o equilíbrio entre elogios e críticas.

"Eu sou cria do Vasco, jogo aqui na base desde novo. A gente está sempre acostumado com pressão, no Vasco você tem que jogar em alto nível. Se o torcedor cobra, é porque sabe do nosso potencial. Mesmo na fase boa eu não sou o melhor lateral do mundo e, na fase ruim, não sou o pior lateral do mundo. Procuro ter equilíbrio na parte pessoal e profissional", declarou em entrevista coletiva virtual na Vasco TV.

Sobre os dois lances em que tirou a bola em cima da linha - algo comemorado como um gol pelos companheiros e torcedores - ele explicou qual foi a estratégia de posicionamento adotada:

"Futebol, por mais que seja um esporte coletivo, às vezes é bastante individual. Ninguém perde ou ganha sozinho. Quantas vezes o Cano não nos ajudou com gols, o Fernando [Miguel] salvando... O Ricardo tem muita essa qualidade de salvar gols em cima da linha. Ele sempre fez isso. Ali eu vi que o jogador do Atlético-GO driblou o Fernando, o Fernando fechou muito bem e não fez o pênalti. Castan foi diminuindo o espaço dele. Pensei: 'Vou fechar do lado dele porque tenho certeza que no canto dele [Miguel], ele não vai tomar'. Fiquei bem posicionado e tirei. No segundo lance, é lance de bola parada, e eu sempre fico no primeiro pau. Quando a bola sai, a gente sai para não dar condição. Quando vi que o jogador deles ficou em condição de chutar, pensei em fechar porque o gol ficou grande. Se eu não tiro, o Pikachu ia tirar. A gente sempre fala para um confiar no outro".

Carinho pelo recém-aposentado Ramon

Henrique também teve a oportunidade de falar sobre um grande amigo seu e companheiro de posição, o lateral esquerdo Ramon, que anunciou aposentadoria aos 32 anos em função das lesões nos joelhos.

O jogador do Vasco se considera um fã dele e o classificou como um "irmão":

"Para ser bem sincero, todos aqui ficaram bem tristes porque o Ramon, cara... Sou suspeito para falar dele. Sou fã dele, ele é meu irmão para a vida. Pude contar com ele em todos os momentos difíceis. Sempre foi um amigo de verdade para a minha família, está sempre nos meus aniversários. Tenho como espelho e como jogador. Não tinha como disputar vaga com Ramon, ele sempre seria titular. Sempre foi grande jogador, um grande atleta. A gente fica triste porque perdeu um grande parceiro de time. Cara que somava muito e sempre soube falar na hora certa. A gente torce para ele nessa nova fase da carreira, está surfando agora. Estou sempre com ele, é meu irmão, e eu o amo de verdade".

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