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De segurança de juiz a cone, relembre 9 'memes' de Rafael Moura no Inter

Rafael Moura viveu "memes" em sua passagem pelo Inter e agora é adversário pelo Goiás - Heber Gomes/AGIF
Rafael Moura viveu 'memes' em sua passagem pelo Inter e agora é adversário pelo Goiás Imagem: Heber Gomes/AGIF

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

10/01/2021 04h00

Classificação e Jogos

Entre 2012 e 2015 eles até já existiam, mas não tomavam conta das redes sociais, das telas de celulares e computadores, invadiam nossas vidas com tanta velocidade. Os memes, hoje tão comuns no nosso dia a dia, estavam conquistando seu espaço, nos ensinando o termo "viralizar". Sorte de Rafael Moura, queteria ao menos nove oportunidades de "quebrar" a internet em sua passagem pelo Inter.

Hoje (10), o He-Man será adversário do Colorado no jogo contra o Goiás, às 18h15 (de Brasília), no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. De 2012 até 2015 no clube gaúcho, Moura disputou mais de 100 jogos, marcou quase 30 gols, viveu momentos tensos com a torcida, e situações pitorescas de sobra.

Segurança de juiz

Rafael Moura protege árbitro em fim de jogo do Inter contra o Figueirense - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

O primeiro (e certamente mais conhecido) meme de Rafael Moura seria a corrida para defender o árbitro Marielson Alves da Silva da raiva dos jogadores do Figueirense na última rodada do Brasileirão de 2014. O Inter — treinado por... Abel Braga — empatou o jogo com gol dele já na reta final, e nos acréscimos virou a partida e garantiu vaga direta para Libertadores do ano seguinte.

Moura se abraçou no árbitro, afastou os jogadores do Figueirense que iam para cima dele, depois correu atrás de Marielson para impedir que os atletas do time catarinense o alcançassem. Só parou quando o juiz ganhou a proteção policial. "Por instinto eu nem sei explicar direito o que fiz. Eu vi que a coisa poderia ser mais séria e com o meu ato, ninguém saiu ferido", contou em 2015.

Cone em protesto da torcida

Mas não foi a única situação inusitada. Longe disso. Ainda em 2014, a torcida do Inter estava irritada com o rendimento da equipe. Depois de três derrotas seguidas e a perda da vice-liderança do Brasileiro, um grupo de aficionados foi ao Beira-Rio protestar. Rafael Moura foi um dos alvos e, para ironizar o rendimento dele, os torcedores carregavam um cone de trânsito. "Bota este cone e tira o Rafael Moura", gritavam.

Reclamação por narração de gol

Rafael Moura manda torcida se calar após marcar pelo Inter em 2014 - Vinícius Costa/Preview - Vinícius Costa/Preview
Imagem: Vinícius Costa/Preview

Rafael Moura viveu um longo jejum de gols. Foram 777 minutos divididos em nove jogos sem marcar. E quando balançou a rede rival, na vitória sobre o Athletico Paranaense, se irritou com a narração do gol. Na Rádio Gaúcha, Luís Alano disse: "Gol do Internacional! Gol de Rafael Moura merece mais um grito, porque sabe lá Deus quando ele vai fazer mais um", e a incerteza sobre novos gols irritou o atacante.

Ele emitiu nota oficial e comparou seu jejum à infelicidade do narrador. "A infelicidade que tive durante 777 minutos sem marcar gol foi a mesma que o locutor da Rádio Gaúcha, Luís Augusto Alano, conseguiu em apenas sete segundos durante a narração do meu gol, que garantiu a vitória do Inter diante do Atlético-PR (na época ainda com esta grafia)", disse.

"O que não posso é achar normal nem aceitar calado um formador de opinião de um dos veículos de comunicação mais importantes do país tripudiar em cima de uma carreira honesta, construída à base de muito suor e dedicação. É muito difícil conviver com pessoas que sentem prazer em denegrir o trabalho alheio, que não sabem expor seu ponto de vista de uma forma profissional e imparcial, como se espera de um bom jornalista", completou em nota.

Aula de estatística em coletiva

Rafael Moura leva estatísticas e dá "aula de matemática" em coletiva pelo Inter (arquivo) - Jeremias Wernek/UOL - Jeremias Wernek/UOL
Imagem: Jeremias Wernek/UOL

Se em 2014 Moura marcou 19 gols pelo Inter, em 2013 tinha feito somente quatro. E para justificar sua baixa participação no placar, levou anotações para uma entrevista coletiva durante a pré-temporada, realizada em Bento Gonçalves. Munido de uma "cola", explicou que sua média de gols era boa e caprichou na matemática.

"Eu tenho 1.667 minutos jogados pelo Inter e seis gols (entre 2012 e 2013). Se eu fosse titular, jogando 90 minutos, seriam 17 partidas e meia. Em 17 jogos a média aumenta. Joguei 39 partidas pelo Inter. Dezenove como titular e 20 como reserva. Dez vezes como reserva eu entrei faltando menos de 10 minutos. Tenho 42 minutos por partida em média. O titular joga 90 ou 95 minutos. A média de gols é 277 minutos para cada gol. A cada quase três partidas. Ou seja, a cada três partidas o Rafael faz gol", argumentou antes de comparar com as médias de companheiros.

"Feliz 2015" no ano seguinte

Em 2015, Rafael Moura repete "estratégia", mas desta vez deseja "Feliz 2015" em entrevista - Jeremias Wernek/UOL - Jeremias Wernek/UOL
Imagem: Jeremias Wernek/UOL

Em 2015, Rafael Moura foi escalado para uma coletiva de pré-temporada, desta vez em Gramado, e novamente se apresentou com um papel. De cara todos imaginavam se tratar de mais anotações. A temporada 2014 tinha sido boa, com ele terminando como artilheiro do time. Desta vez, entre sorrisos, ele virou o papel para os jornalistas e dizia: "Feliz 2015".

"Hoje eu trouxe um papelzinho, mas agora ele diz 'Feliz 2015'. É para todos vocês, para nós, para a equipe do Inter. Espero repetir os números, aumentar a média, algo que eu gosto e estudo. Mas de uma maneira mais leve, mais saudável, não como já fiz no passado", brincou.

Beijo de zagueiro do Ceará

Rafael Moura ganha "beijinho" de zagueiro Sandro, do Ceará, em jogo pelo Inter - Reprodução/Globo - Reprodução/Globo
Imagem: Reprodução/Globo

A relação entre atacantes e zagueiros não costuma ser muito amistosa. Ainda mais para um jogador de força física e que busca o contato, como Rafael Moura. Mas contra o Ceará, pela Copa do Brasil de 2014, ele recebeu carinho de Sandro, defensor adversário.

Após uma troca de provocações, o zagueiro que o marcava aproximou o rosto de Moura e tentou "acalmar" o atacante com um beijo no pescoço. "Ele estava um pouco brabo. Dei uma chegada nele para dar uma acalmada. Nada de mais. Isso é normal no futebol", disse o Sandro depois do jogo.

Goleiro improvisado

Rafael Moura é acostumado a marcar gols, mas no Inter já teve que defender também. Foi contra a Chapecoense, no Brasileiro de 2014. No fim da partida, a zaga vermelha falhou e Dida cometeu pênalti, sendo expulso. Como Abel Braga já tinha feito todas as trocas, Rafael Moura foi para o gol e levou o quinto na goleada por 5 a 0.

'Roubo' de taça do Gauchão

Rafael Moura concede entrevista coletiva no Inter em 2014 e explica "sumiço" de taça do Gaúcho - Jeremias Wernek/UOL - Jeremias Wernek/UOL
Imagem: Jeremias Wernek/UOL

A taça 100 Anos de Lupicínio Rodrigues foi entregue ao Inter na conquista do título gaúcho de 2014. Mas não foi encaminhada ao museu do Colorado. Rafael Moura contou que avisou no vestiário que levaria o troféu para casa, que os dirigentes não deram bola e que ele simplesmente fez o que tinha prometido.

Porém, dias mais tarde, a Federação Gaúcha de Futebol entrou em contato com o Inter pedindo a taça de volta para ser entregue oficialmente durante a festa de premiação do campeonato. E, como ninguém achou o troféu, ela foi dada por "desaparecida". Moura, em seguida, contou que levou o troféu para a casa da mãe, em Belo Horizonte, e guardou em seu museu pessoal.

Ligação nas férias e preocupação com a balança

Um dos grandes defensores do centroavante no Inter sempre foi o atual técnico do time, Abel Braga. Independente da pressão da torcida, das cobranças ou vaias, ou até de pedidos de dirigentes para que ele fosse dispensado, Abel sempre acreditou no He-Man. Tanto que durante as férias entre 2013 e 2014, pediu para o jogador se apresentar no peso e controlar balança.

"Nas férias mandei um recado para ele. Nunca cheguei num clube e tive tanta pressão para que você (Moura) fosse dispensado. E eu te banquei. A primeira coisa que quero de você é chegar no peso. Ele sabia que tinha que corresponder, ainda mais pelo Wellington Paulista (que tinha sido contratado). Se mostrar, joga, se não mostrar, é banco de novo. Se dedicou, trabalhou, eu falei que iria bancá-lo", contou Abel.

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