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Após atropelar casal, Marcinho é indiciado por duplo homicídio culposo

Marcinho, ex-jogador do Botafogo, sai da delegacia após prestar depoimento por atropelamentos no Rio de Janeiro - Alexandre Araújo/UOL
Marcinho, ex-jogador do Botafogo, sai da delegacia após prestar depoimento por atropelamentos no Rio de Janeiro Imagem: Alexandre Araújo/UOL

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

07/01/2021 16h13

O lateral direito Marcinho, ex-Botafogo, foi indiciado por duplo homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. O jogador atropelou um casal no último dia 30, no Recreio, zona oeste do Rio de Janeiro. Alexandre Silva de Lima morreu no local e Maria Cristina José Soares veio a óbito na última terça-feira (5). As investigações sobre o incidente ainda estão em curso.

Neste cenário, caso seja condenado pela Justiça, o ex-camisa 13 alvinegro pode pegar de dois a quatro anos de prisão para cada uma das mortes. A informação sobre o indiciamento foi publicada, primeiramente, pelo jornal "Extra" e confirmada pelo UOL Esporte. A Polícia Civil ainda não se pronunciou oficialmente.

Marcinho atropelou o casal na noite do dia 30, na Avenida Lúcio Costa, altura do número 17.170, e fugiu sem prestar socorro. O carro, de modelo Mini Cooper, foi encontrado a cerca de 600 metros do local. Ele se apresentou à 42ª DP, no Recreio, na última segunda-feira, quando prestou depoimento.

Alexandre morreu na hora. Já Maria Cristina foi levada ao hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, em estado grave. Posteriormente, foi transferida para o Hospital Vitória, também na Barra, onde passou por uma cirurgia nas pernas. Ela chegou a apresentar melhora, mas, na terça-feira, o quadro de saúde piorou e ela não resistiu.

Carro do jogador Marcinho, ex-Botafogo, após atropelamento de duas pessoas no Rio de Janeiro - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

À polícia, Marcinho assegurou que estava dentro do limite de velocidade, sóbrio e que o casal teria aparecido de forma repentina na frente dele, sem que houvesse tempo de evitar a colisão. Testemunhas ouvidas pelos investigadores, porém, contestaram a versão do jogador e garantem que ele estava "costurando em alta velocidade".

Sérgio Lemos, pai e empresário do lateral, também deu esclarecimentos às autoridades. O veículo está em nome de uma empresa da qual ele é sócio.

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