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Guerra despede-se do Palmeiras com 2020 "esquecido" e dívida com a Crefisa

Guerra durante a pré-temporada pelo Palmeiras em 2020 - Cesar Greco
Guerra durante a pré-temporada pelo Palmeiras em 2020 Imagem: Cesar Greco

Thiago Ferri

Do UOL, em São Paulo

01/01/2021 12h00

Encerrou-se ontem (31) a passagem de Alejandro Guerra pelo Palmeiras. Contratado no fim de 2016 após se destacar na conquista da Libertadores pelo Atlético Nacional (COL), o meia de 35 anos de idade se despede depois de um 2020 em que passou boa parte do tempo trabalhando à parte e com um débito que o Verdão terá de pagar à Crefisa.

Ao longo dos quatro anos em que esteve vinculado ao clube, o venezuelano disputou apenas 62 partidas, fez oito gols e participou da conquista do título brasileiro de 2018. Durante o período, não teve desempenho semelhante ao que o fez ser eleito o melhor jogador da Libertadores de 2016.

Quando vivia seu melhor momento, em 2017, o meia acabou acometido por um problema familiar: o afogamento de Assael, seu filho mais novo, na piscina da casa da família, em Barueri (SP). O garoto, então aos três anos de idade, passou uma semana internado e se recuperou, apesar do grande susto.

Entre problemas físicos e falta de oportunidades, passou todo o primeiro semestre de 2019 sem atuar e acabou emprestado ao Bahia. Fez 18 jogos e um gol durante a segunda metade daquela temporada e voltou no início de 2020 para trabalhar no Palmeiras.

Desde a pré-temporada, porém, foi comunicado de que estava fora dos planos de Vanderlei Luxemburgo, assim como Fabiano, Jean e Deyverson. A ideia era negociá-lo, mas o jogador não se interessou pelas propostas que chegaram, e a diretoria então decidiu que Guerra acabaria o contrato tendo seu salário pago integralmente, mas trabalhado à parte do grupo.

Neste período, o jogador frequentemente publicou imagens trabalhando apenas com membros do Núcleo de Saúde e Performance, acompanhadas de mensagens motivacionais.

Com sua saída, resta ao Palmeiras ainda devolver o valor investido pela Crefisa na contratação do jogador. Na época, a patrocinadora gastou R$ 10 milhões, mas este valor é corrigido com juros e acabará sendo um pouco maior. Por contrato, o clube tem até o fim de 2022 para realizar o pagamento à parceira.

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