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Diniz vê evolução do SPFC após derrota para Corinthians: "maior satisfação"

Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo

17/12/2020 01h04

Fernando Diniz ficou satisfeito com a mudança de postura do São Paulo após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, no último domingo (13). O técnico apontou que esta foi a sua maior satisfação no triunfo por 3 a 0 sobre o Atlético-MG, em jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão 2020.

Questionado se ficou feliz com a escolha por Tchê Tchê no time titular e a entrada de Vitor Bueno no segundo tempo do jogo, o treinador destacou o trabalho árduo após o compromisso da noite de ontem (16).

"A satisfação maior não é por ter dado certo, escolha do Tchê Tchê, entrada do Vitor Bueno. A satisfação é que os jogadores sabiam a necessidade de melhorar em relação ao jogo com o Corinthians. Foi um trabalho árduo de todo mundo. Todos os jogadores, os que entraram e até os do banco, transmitiram uma boa energia para os jogadores", disse.

Fernando Diniz aponta o triunfo ainda como "um grande jogo", sobretudo por causa dos momentos vividos pelos dois times na tabela do Brasileirão.

"Foi um grande jogo, um grande rival. Pelo tamanho do São Paulo e do Atlético-MG e pela forma como os times estão na tabela de classificação, envolve adrenalina maior. São jogos que marcam, mas sobretudo valem três pontos. O próximo jogo também vale três pontos", comentou.

Confira, abaixo, outros trechos da entrevista coletiva de Diniz após a vitória no Morumbi:

Escolha por Tchê Tchê na vaga de Luciano: "É tudo uma questão de momento, o Tchê Tchê é muito estável, regular, e o Atlético-MG ocupa o meio de campo com muitos jogadores. Eu achei que tínhamos que ter um jogador que pudesse flutuar muito nas linhas do Atlético. Na parte tática, essa foi a escolha do Tchê Tchê, e ele vive um grande momento. É um dos jogadores que mais conhece o sistema que trabalho. Esses foram os motivos para a escolha do Tchê Tchê".

Sintonia dos reservas com titulares: "Na mesma sintonia, harmonia que a gente tem. A maneira é muito franca e muito clara. Eu procuro fazer aquilo que é mais justo para o time. Eu opto sempre pelo melhor time. Não tem jogador melhor que o outro. Tem jogador que vai iniciar o jogo e outros que vão entrar. O [Jonas] Toró teve alguns problemas musculares, na Libertadores ele teve uma enfermidade. É um jogador que eu gosto bastante, já teve inúmeros pedidos de empréstimo para a Série A e eu gosto muito. Ele está bem no treino, mas assim como outros estão. Os 11 que iniciam estão sempre abertos, o São Paulo é a prova disso. Muitos jogadores foram titulares, confio plenamente no elenco que a gente tem. Todo mundo já tem um conhecimento daquilo que a gente quer. A gente espera ter sucesso coletivo e individual".

Baixo índice de lesões do São Paulo: "Quanto às lesões, desde que cheguei aqui, a gente talvez seja o time que menos tem lesão no Brasil. A gente tem muito pouco jogador que frequenta o departamento médico e costuma ficar fora dos jogos. O calendário, a covid-19 veio, mudou a estrutura mundial. Ninguém gostaria de viajar no dia 25 de dezembro para jogar no dia 26. Mas a gente tem que se adaptar. Os jogadores estão imbuídos em fazer o melhor para que o São Paulo consiga chegar lá na frente no final do campeonato".

Sistema defensivo em alta: "A evolução do sistema se deve ao tempo e ao trabalho. Muitas vezes que a gente tomou gol essa métrica acaba medindo muito mal. A gente teve partidas que tomou gol e o sistema defensivo foi muito bem. Hoje, não foi só uma bola no gol. A gente teve momentos em que foi salvo individualmente. O lance do Arboleda foi competência individual, como o Volpi fez contra o Flamengo, quando pegou dois pênaltis. O sistema defensivo jogou muito bem, é um time que, se você der muito campo, acaba levando perigo em todas as bolas. Tem jogadores que chutam de fora da área, todo mundo tem que se doar muito. O sistema defensivo trabalhou muito bem. O Tchê Tchê, o Brenner, o Igor Gomes e o Sara foram os caras que mais correram no sistema defensivo. Em contrapartida, Bruno Alves, Luan e Arboleda tiveram que marcar muito alto, muito adiantado. Repito, o sistema todo funcionou de uma maneira muito boa".

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