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Corinthians aposta em melhora da defesa para encarar o líder São Paulo

Gil, do Corinthians, disputa bola em clássico contra o São Paulo, pelo primeiro turno do Brasileirão - WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
Gil, do Corinthians, disputa bola em clássico contra o São Paulo, pelo primeiro turno do Brasileirão Imagem: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

11/12/2020 04h00

A defesa do Corinthians superou a fase ruim na temporada e virou o grande trunfo do técnico Vagner Mancini para frear o rival São Paulo, líder do Campeonato Brasileiro, no clássico deste domingo (13), às 18h15 (de Brasília), na Neo Química Arena, pela 25ª rodada da competição.

O setor defensivo do Alvinegro está intransponível há três rodadas, já que o Timão venceu o Coritiba por 1 a 0 e empatou sem gols com Fortaleza e Grêmio neste período.

No entanto, antes dos últimos três jogos, ou seja, até a 21ª rodada, a defesa do Alvinegro paulista era apenas a quinta pior do Campeonato Brasileiro, com 29 gols sofridos, atrás apenas de Goiás (39), Ceará (31), Bahia (30) e Flamengo (30) na ocasião.

Agora, o sistema defensivo do Corinthians retomou a boa fase e hoje é a décima melhor defesa do Brasileirão.

O técnico Vagner Mancini se orgulha dessa boa fase defensiva. O treinador, aliás, em sua entrevista de apresentação no clube, avisou que seu primeiro objetivo era fazer que o time alvinegro voltasse a jogar com a "cara do Corinthians". Ele se referia, principalmente, ao sistema defensivo, famoso por sofrer poucos gols nos últimos anos.

Mancini arrumou a defesa com muito treino, mas contou principalmente com a chegada de Fábio Santos. Aliás, a contratação do veterano que estava encostado no Atlético-MG, foi um pedido de Mancini.

O lado esquerdo da defesa era bastante frágil, já que Lucas Piton, apesar de se destacar pela qualidade técnica, apresenta deficiência na marcação. Fábio Santos, por sua vez, apoia menos ao ataque, mas é bastante eficaz compondo a linha de quatro defensiva.

Outra estratégia que ajudou na evolução da defesa foi insistir com um volante mais marcador na frente da zaga. Mancini abriu mão de Cantillo e Camacho, apostas de Tiago Nunes e Dyego Coelho, e bancou Gabriel como titular no setor. Antes dele, o treinador tinha apostado em Xavier, outro volante mais marcador.

Aliás, Mancini já entrou em campo com três volantes de forte "pegada" na marcação, quando escalou Gabriel, Xavier e Roni. A utilização constante desses volantes ajeitou também o lado direito do sistema defensivo.

O Corinthians sofria muitos gols nas costas de Fagner, mas hoje o camisa 23 voltou a jogar bem, consegue apoiar o ataque pois sabe que há uma estratégia para que o seu setor não fique desguarnecido.

Se não bastasse, Mancini ainda recuperou dois jogadores que causam desconfiança da torcida: casos de Marllon e Bruno Méndez. Os dois, que brigam pela posição de "parceiro de Gil", tiveram desempenhos elogiáveis nos últimos tempos.

No entanto, a dupla deve perder espaço por conta da chegada de Jemerson. O experiente zagueiro, que veio do Monaco, da França, está recuperado da Covid-19 e pode fazer a sua estreia no clássico contra o São Paulo. Ele já agradava a comissão técnica nos treinamentos, antes de ser infectado pelo coronavírus, e voltou a treinar com o elenco na última segunda-feira, no CT Joaquim Grava, após cumprir o isolamento.

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