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Queda de produção de Nenê faz Flu ter problemas no ataque e preocupa Odair

Nenê caiu de produção, e Fluminense passou a ter mais dificuldades no ataque no Brasileirão - RICHARD CALLIS/ESTADÃO CONTEÚDO
Nenê caiu de produção, e Fluminense passou a ter mais dificuldades no ataque no Brasileirão Imagem: RICHARD CALLIS/ESTADÃO CONTEÚDO

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

03/12/2020 04h00

Classificação e Jogos

Ainda que a campanha do returno, em pontos, repita o aproveitamento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Fluminense lida com alguns problemas adicionais. Além dos desfalques e da segunda onda de Covid-19 no elenco, o Tricolor vê Nenê, artilheiro da equipe em 2020, cair de produção, e as dificuldades no ataque preocupam o técnico Odair Hellmann.

As oscilações, claro, são tratadas com normalidade internamente em função do ano totalmente atípico e das questões extracampo que se somam nos últimos dias. Ainda assim, o meia de 39 anos já amarga seu segundo maior jejum na temporada em que balançou as redes adversárias em 19 vezes. Também por isso, o Flu, que tem o sexto melhor ataque do Brasileirão, com 32 gols, convive com dificuldades para mexer no placar.

Nenê não marcou nos últimos cinco jogos e no empate sem gols com o Red Bull Bragantino foi substituído no intervalo pela primeira vez na temporada — na vitória sobre o Santos, deixou o gramado no primeiro tempo sentindo dores musculares. A substituição foi por opção técnica, já que o veterano mostra condição invejável em campo.

"Está faltando a possibilidade de ter todos à disposição para fortalecer a equipe. Com isso, se fortalece as individualidades. O Nenê está dentro do contexto. Está bem, não está sentindo nada. Tentamos uma construção mais curta e não conseguimos. Precisei de um centroavante para ter imposição por dentro, com dois pontas agudos. Tanto que finalizamos mais no segundo tempo e fomos melhores", declarou Odair após o jogo.

Nenê não teve boa atuação e foi substituído no intervalo contra o Red Bull Bragantino - Thiago Ribeiro/AGIF - Thiago Ribeiro/AGIF
Nenê não teve boa atuação e foi substituído no intervalo contra o Red Bull Bragantino
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Nos quatro jogos pelo segundo turno do Brasileirão, o Flu fez apenas dois gols, com uma única grande chance criada, em passe de Marcos Paulo que terminou no gol de Caio Paulista na virada sobre o Internacional. O gol olímpico de Lucca, que empatou a partida no Beira-Rio, não conta para a estatística, nos dados do Sofascore, site especializado em estatísticas.

A frieza dos números, é bem verdade, exagera um pouco por considerar grande chance apenas as jogadas trabalhas ou enfiadas de bola que terminam em finalizações. Assim, a bola parada, ponto forte do Tricolor em 2020, não é contabilizada. Odair admitiu, entretanto, as dificuldades na construção de jogadas.

"No primeiro tempo tivemos mais dificuldades, principalmente quando eles subiram a marcação. Depois, conseguimos movimentos diferentes que desafogaram em comparação com o primeiro tempo. Criamos mais situações de finalização no segundo tempo, posse de bola. Faltou o arremate final, tivemos dificuldades", afirmou.

Apesar disso, a criação diminuiu com os problemas que o meio de campo vive: Dodi não joga mais pelo Fluminense, Yago está lesionado, e Michel Araújo e Hudson viraram desfalques por conta de Covid-19. Sem os quatro meio-campistas mais utilizados na temporada, Nenê foi recuado e não deu conta do recado.

Como "10", Marcos Paulo pode ser solução

Também por isso, Odair manteve Marcos Paulo como titular da equipe, ainda buscando um entrosamento melhor no ataque e reduzindo um pouco a velocidade da equipe. Isso porque o camisa 11, além de ser o líder de assistências do Flu na temporada, com seis, é também quem mais criou chances deste tipo no Brasileirão, com 10.

Marcos Paulo foi muito bem recuado para jogar como "camisa 10" no Fluminense - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Marcos Paulo foi muito bem recuado para jogar como "camisa 10" no Fluminense
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

A favor da joia de 19 anos, que atua em várias posições do ataque, contam outras estatísticas como os "passes chave" (tentativas de enfiada de bola). Não à toa, o atacante tem sido utilizado como meia, e rende bem melhor que os concorrentes por ali. Mesmo na reserva e pouco utilizado, Ganso também tem números melhores que Nenê nesses fundamentos.

Nas últimas partidas, o jogador recebeu alguns minutos na função de "camisa 10", onde já atuou na base e em alguns momentos no profissional. E além dele e de Nenê, o rendimento dos pontas também caiu bastante e gerou alternâncias entre os titulares. Michel Araújo, Caio Paulista, Luiz Henrique e Wellington Silva disputam vaga no setor ofensivo.

Para ajudar o Fluminense a voltar a balançar as redes, Odair Hellmann terá importantes retornos para o jogo contra o Athletico, sábado (5), às 19h. Nino, Egídio, Hudson, Michel Araújo e Fred estarão à disposição. Ainda não se sabe como o treinador escalará a equipe, mas é certo que a formação terá mudanças em relação ao time que empatou sem gols com o Red Bull Bragantino.

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